Facebook investe US$ 1 bilhão no setor de notícias após disputa na Austrália

Montante será distribuído em veículos de mídia de todo o mundo nos próximos 3 anos

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Facebook anunciou um investimento de ao menos US$ 1 bilhão no setor de notícias em todo o mundo para os próximos 3 anos. A iniciativa ocorre após divergências com uma nova regra em debate na Austrália, que prevê o pagamento a meios de comunicação por conteúdo. Em 2020, o Google também prometeu investir em veículos de imprensa.

Desde 2018, a gigante da tecnologia investiu US$ 600 milhões na indústria de notícias. Em nota, o Facebook afirmou reconhecer que o jornalismo de qualidade está no centro de como funcionam as sociedades abertas, informando e capacitando os cidadãos.

A companhia ressaltou que, as afirmações de que o Facebook rouba o jornalismo para seu próprio benefício, são falsas. A iniciativa deve frear as repercussões negativas da breve proibição aplicada pela rede social a conteúdos noticiosos na Austrália.

O objetivo do projeto de lei australiano, conforme o governo, é distribuir as receitas de publicidade on-line de forma mais equitativa. A rede social disse que as negociações com o governo da Austrália tiraram “arbitrariedades” da proposta. Com o acordo, as empresas terão um prazo de dois meses para negociar com os veículos de imprensa.

Bloqueio

A rede social restringiu conteúdos no dia 17 de fevereiro em resposta a um projeto de lei que obriga os gigantes da tecnologia a pagarem os meios de comunicação pelo uso de notícias. Por alguns dias, usuários ficaram impossibilitados de compartilhar ou visualizar links de veículos de notícias na plataforma. Páginas de meios de comunicação foram proibidas de publicar qualquer tipo de conteúdo no período.

O bloqueio temporário do compartilhamento de notícias na Austrália provocou indignação pública. No passado, o Facebook manifestou que as notícias traziam valor “insignificante” para sua plataforma. Nos últimos três anos, contudo, diante do cenário de ameaças de endurecimento das leis, tanto o Facebook quanto o Google começaram a pagar a algumas editoras, assinando contratos em mais de dez países.