Banco Central inicia processo de inscrições para o projeto Sandbox

Os projetos selecionados devem ter contrato com duração de um ano podendo ou não ser prorrogado após esse prazo

Foto: Reprodução

O Banco Central (BC) anunciou a abertura de seu novo projeto, o Sandbox Regulatório. A iniciativa será um acesso de entrada para empresas e instituições financeiras testarem novos projetos inovadores. As inscrições iniciaram no último dia 22 de fevereiro e vão até o dia 19 de março. Os interessados devem enviar seus projetos por meio da página do BC, onde foram liberados formulários e instruções para os participantes.

Os projetos selecionados devem ter contrato com duração de um ano podendo ou não ser prorrogado após esse prazo. Serão 10 projetos selecionados com chance de ampliação em até 50%. O número de inscritos vai dizer se o processo de seleção pode ser prorrogado, mas o previsto é que sejam todos analisados até o dia 25 de junho.

Projetos priorizados

Nesta primeira fase, serão priorizados os projetos com a temática voltada ao mercado de câmbio, finanças sustentáveis, inclusão financeira, fomento ao crédito para competitividade, Open Banking, Pix e crédito rural. Otávio Damaso, diretor de Regulação do BC, explica que o projeto pode ser recheado de tecnologia, mas também de modelos de negócios que visem ganho de eficiência, aumento de alcance e capilaridade ou redução de custo e aumento de segurança no âmbito do sistema financeiro.

A participação é aberta a qualquer pessoa jurídica de direito privado; a prestadores de serviços notariais e de registro; e às empresas públicas e às sociedades de economia mista. Depois do prazo, prorrogado ou não, o contrato será encerrado. No encerramento, pode ser autorizado de forma definitiva pelo BC ou será encerrado.

Experiência internacional

A experiência internacional com o Sandbox é muito rica e diversos países adotam o modelo, com benefícios importantes para o mercado, para as empresas e para o próprio agente regulador. No caso das empresas, elas ganharão atenção especial do regulador e terão o projeto desenvolvido dentro de um ambiente controlado, com algum alívio e regulação que permita que ele seja testado, conta Damaso.

Para o diretor, os potenciais benefícios para o mercado são a introdução de novos modelos e tecnologias e oferta de produtos e serviços. E, no caso do agente regulador, que é o próprio BC, o benefício é o aprendizado. O BC estará se aproximando de novas ideias que estão surgindo no âmbito do sistema financeiro, abrindo a mente para novas oportunidades de tornar o mercado cada vez mais eficiente.