Petz mantém ritmo de crescimento e planeja abrir 30 lojas em 2021

Companhia passou de 79 lojas em 2018 para 136 atualmente, e planeja continuar a expansão

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Enquanto algumas empresas foram fortemente impactadas pela pandemia de Covid-19 e tiveram seu crescimento desacelerado, a Petz, maior rede de lojas de produtos para animais de estimação do Brasil, conseguiu manter o ritmo de crescimento depois da sua oferta pública de ações, concluída no ano passado e que movimentou R$ 3 bilhões.

Com cerca de 120 lojas no país, a companhia cresceu quase 42% de janeiro a setembro de 2020, com expansão de 360% na venda pelos canais digitais, reflexo das medidas para ampliar a força do on-line em meio ao isolamento social. Foram R$ 1,2 bilhão em vendas brutas e o peso do digital passou de 7% para 20% da receita entre 2019 e 2020.

Pilares de expansão

Sergio Zimerman, diretor-presidente da companhia, afirmou que, agora, o plano é inaugurar mais de 30 lojas em 2021, quebrando assim o recorde de 28 lojas no ano passado. O executivo, que liderou a aceleração do negócio nos últimos anos, classificou esses novos pontos de venda como um dos pilares de expansão do grupo.

Segundo ele, para conseguir avançar no Brasil, a Petz começou a estudar modelos de parcerias. Sem oferecer detalhes, Zimerman disse que o modelo de franquia, ainda em estudo, sempre esteve na mira, já que algumas cidades não comportam o investimento de uma loja própria da companhia. Esse mercado abraça cidades com poucos habitantes, renda disponível baixa ou quantidade de pets pequena, ressaltou.

Zimerman fundou a rede em 2002, em São Paulo, e foram dez anos até a empresa se expandir para fora do estado paulista. No ano seguinte, em 2013, houve a entrada do fundo de investimento Warburg Pincus, que manteve o empresário como sócio e presidente do grupo. Zimerman tem 35% das ações e o fundo zerou sua posição na rede.

Mirando nas aquisições

A Petz ainda estuda iniciar um processo de aquisições. Embora companhias maiores também estejam na mira, as mais prováveis, por enquanto, seriam as “pet solutions”, que engloba startups e empresas menores, principalmente. Já as redes regionais seriam interessantes para o caso de expansão do negócio para outros estados, afirmou Zimerman.

Um ranking de empresas que atuam no mercado de animais de estimação, produzido pela consultoria Euromonitor International, apontou que o Brasil é o país com maior participação de empresas de pequeno porte no negócio, com 50%.

Otimismo para o futuro

Zimerman brincou que a grande vantagem é que cachorro não lê jornal e não sabe qual a taxa de juros ou dólar. Em relação ao futuro da economia, o executivo disse estar cauteloso, mas também otimista. O executivo acrescentou que a área de atuação da Petz se manteve resiliente durante crises anteriores e deve permanecer assim.