Hackers exigem dinheiro para não divulgar vídeo íntimo falso

As supostas imagens nunca foram realmente gravadas, mas os criminosos afirmam tê-las

Foto: Reprodução

Um grupo de hackers pode ter conseguido R$ 50 mil em dois dias com a fraude do vídeo íntimo falso. Os golpistas enviam mensagens a endereços de e-mail associados ao Brasil — como servidores públicos, instituições de ensino e hospitais —, ameaçando divulgar vídeos íntimos, que teriam sido gravados após uma suposta invasão ao computador da vítima. 

No entanto, o G1, responsável pela apuração, afirma que as imagens nunca foram gravadas, mas os hackers exigem que, para que o vídeo não seja divulgado, a vítima pague até 4,5 mil em bitcoin em até 48 horas. A mensagem tenta convencer a vítima de que seu computador foi atacado e que um vídeo íntimo foi gravado sem autorização.

O e-mail não tem nenhuma prova da existência das imagens e a ameaça é falsa. Mesmo que a pessoa não pague, o vídeo em questão jamais será divulgado, uma vez que não existe. Segundo o G1, que teve acesso as mensagens, os criminosos usaram ao menos duas carteiras de Bitcoin. Juntas, receberam 14 transferências, somando R$ 50 mil. 

As vítimas receberam cobranças de até US$ 870 — aproximadamente R$ 4,6 mil. Algumas transferências nas carteiras são de valores menores. O G1 declarou que não conseguiu descobrir se a mesma fraude foi direcionada a pessoas de outros países e, por isso, não se sabe se esses pagamentos foram realizados por brasileiros.