Maranhão é o segundo estado do Nordeste com a gasolina mais cara, diz ANP

A média nacional ficou em R$ 4,833 entre os dias 7 e 13 de fevereiro

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP), anunciou que, entre os estados do Nordeste, o segundo com maior alta da gasolina é o Maranhão, com o preço do litro a R$ 4,968. O Ceará ficou à frente, a R$ 4,987. A média nacional ficou em R$ 4,833 nessa semana. O resultado foi extraído entre os dias 7 e 13 de fevereiro.

Logo no início da pandemia, por conta do isolamento social, os preços caíram bastante, mas durante a retomada das atividades econômicas, o valor dos combustíveis na bomba foram aumentando. O Maranhão registrou o menor preço para a gasolina comum, com R$ 4,849, e o maior chega a R$ 5,169. Imperatriz consegue superar a capital e apresenta um valor mais alto ainda, a R$ 4,984. O estado registra em média R$ 4,966.

Em razão dos valores exorbitantes da gasolina, dez postos de combustíveis localizados em São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, foram multados em mais de R$ 136 mil pelo Instituto de Promoção do Consumidor do Maranhão (Procon-MA).

Veja o ranking de estados com os valores de gasolina mais caros

  • Acre – R$ 5,330
  • Rio de Janeiro – R$ 5,303
  • Distrito Federal – R$ 4,987
  • Maranhão – R$ 4,968
  • Rondônia – R$ 4,967

Fatores que influenciaram na alta da gasolina

O diesel teve alta de 4,4% logo no início do ano, conforme dados anunciados pela Petrobras. Diante da alta, as distribuidoras tiveram de vender combustível pelo preço médio de R$ 2,12 o litro. Já a gasolina passou a ser vendida por R$ 2,08, com alta de 5%.

O resultado desse aumento foi puxado por diversos fatores, os principais e mais falados são os impostos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins e Cide), além dos reajustes da Petrobras, que vão gerando aumentos em cadeia. Os reajustes ocorrem de acordo com a política do Preço de Paridade Internacional (PPI), estabelecida pela Petrobras em 2016.