Pix completa três meses e já movimenta mais de R$ 160 bilhões

Mais de 65 milhões de brasileiros já usaram o sistema de pagamento

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Pix, sistema de pagamentos e transferências instantâneas do Banco Central (BC), completou três meses de operação integral nesta terça-feira (16). Em pouco tempo, a tecnologia desenvolvida pelo BC já movimentou mais de R$ 160 bilhões e mais de R$ 286 milhões de operações já foram finalizadas por meio do Pix em 2021. 

João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC, esclareceu que o entidade vai ampliar a possibilidade de uso do Pix nos próximos meses. Segundo o executivo, outras novidades ainda devem entrar em funcionamento no segundo semestre, como o Pix garantido, para parcelar os pagamentos feitos pela plataforma, e o Pix débito automático, para pagamentos realizados com frequência.

Até então, 737 instituições financeiras estão cadastradas para operar o sistema, enquanto outras 40 estão em processo de adesão. Entre elas, operadoras de celular. A ideia é usar o Pix para fazer recargas de créditos. Ao fazer um balanço do novo sistema, Mello destacou essa possibilidade de usar a ferramenta para fazer diferentes tipos de pagamento.

TED segue à frente em valores

O novo sistema já bate as TEDs em quantidade de transferências, mas ainda perde em valor transacionado pela falta de adesão entre empresas. As TEDs somam R$ 53,2 milhões de transferências no mesmo período, apenas 18,5% do total do Pix, mas quando a métrica é valor transacionado, o cenário muda. Enquanto o Pix movimentou R$ 225 bilhões, as TEDs movimentaram R$ 2,7 trilhões, mais de 10 vezes mais que a nova tecnologia.

Isso se explica porque oito a cada 10 transferências realizadas pelo pela nova tecnologia ainda são realizadas de pessoa para pessoa. De acordo com o BC, os valores trocados por empresas dariam volume ao Pix, mas empresários ainda têm dúvidas sobre a cobrança de taxas e acabam mantendo as operações como eram antes.