Ministério da Economia prevê aprovar auxílio emergencial em três semanas

Enquanto seguem as conversas para o projeto no Congresso Nacional, os técnicos estão fechando os detalhes em relação a quem terá direito ao benefício em 2021

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O Ministério da Economia prevê que o Governo Federal irá aprovar a proposta que viabilizará o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial em três semanas. Enquanto seguem as conversas para o projeto no Congresso Nacional, os técnicos estão fechando os detalhes em relação a quem terá direito ao benefício em 2021.

Neste momento, o objetivo é reduzir o escopo do programa para pouco mais de 40 milhões de pessoas, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo. O número é 8 milhões a mais do que o previsto pelo Ministério da Economia, mas ainda é inferior à quantidade de pessoas que receberam o auxílio em 2020 — foram 67 milhões de beneficiados.

Desta vez, os técnicos planejam filtrar melhor o benefício e destiná-lo apenas às camadas mais pobres da população. O governo avaliou que, no ano passado, muita gente recebeu o benefício sem fazer jus ao pagamento. Naquele momento, afirmam os técnicos, não era possível estabelecer filtros rapidamente, sob o risco de atrasar os pagamentos.

Além disso, a equipe econômica também estuda eliminar o pagamento em dobro para mães solteiras, mas não há nada confirmado. O governo pretende pagar, no máximo, quatro meses de benefício. A expectativa é que, neste período, a vacinação contra a Covid-19 seja intensificada e reduza a necessidade da medida emergencial aos mais vulneráveis.

Segundo o Jornal Extra, o time do ministro da Economia, Paulo Guedes, insiste num valor entre R$ 200 e R$ 250. Em 2020, o programa começou com R$ 600 (por três meses) e encerrou com R$ 300 (por quatro meses). Para 2021, o objetivo é que o custo total do auxílio não ultrapasse os R$ 50 bilhões — em 2020 foram mais de R$ 320 bilhões.