Exportação de mel do Brasil tem alta de 50% em volume em 2020

Produtores nacionais embarcaram 45.600 mil toneladas no ano passado e, com isso, faturamento avançou 45%

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Os produtores de mel vivem uma boa fase no Brasil com o aumento das exportações. Foram enviadas mais de 45.600 toneladas da produção para o mercado externo no ano passado, uma alta de 50% em relação a 2019, quando o volume ultrapassou 30 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel).

O comércio internacional, fruto direto da globalização, é um gerador direto de renda ao segmento. Atualmente, o maior cliente lá fora são os Estados Unidos. Em 2020, cerca de 80% do mel produzido no Brasil foi adquirido pelos estadunidense. Segundo a Abemel, sem a exportação, mais de 60% da produção de mel do Brasil não teria para onde ir.

A indústria envasa 8.500 toneladas de mel por ano. Dessas, 87% são exportadas para pelo menos 10 países. O Paraná é o maior produtor brasileiro, e há dois anos Maringá foi consagrada como o maior exportadora de mel do país — o município conta com uma carteira de 3 mil apicultores no Brasil e aproximadamente 40% deles são do Paraná. 

A Abemel ressalta que uma vantagem da indústria e do mercado de mel é que, do valor de venda de exportação, a maior parte vai diretamente para o produtor, sem que ele corra necessariamente os riscos cambiais e comerciais do negócio. Isso faz com que os apicultores tenham incentivos à produção e ao crescimento do setor apícola como um todo.

Por onde o mel passa até chegar no consumidor internacional

  1. O mel é vendido a um entreposto exportador;
  2. Depois, é normalmente vendido a um envasador internacional. Nisso, o preço do mel inclui homogeneização, frete, laudos, entre outros;
  3. No envasador internacional, ele é envasado e revendido a distribuidores internacionais;
  4. Os distribuidores internacionais vendem aos supermercados. Para isso, fazem promoções, campanhas de venda, etc;
  5. Por fim, o mel chega nas mãos do consumidor.