Clubhouse: o que já se sabe sobre a nova rede social favorita dos executivos

O aplicativo ganhou notoriedade nas últimas semanas após a adesão de famosos como Elon Musk

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Nas últimas semanas, uma nova rede social ganhou notoriedade mundial. Após o Elon Musk, CEO da Tesla e da SpaceX, fezer um evento on-line na plataforma, o Clubhouse entrou no radar. Outras celebridades americanas como Oprah Winfrey, Ashton Kutcher e até o CEO do Facebook, Mark Zukemberg, também aderiram à rede.

Mas qual é o diferencial deste aplicativo para ter chamado tanto a atenção? O Clubhouse é voltado para a troca de mensagens por meio de áudios. Além disso, os usuários só podem acessá-lo se forem convidados por alguém já cadastrado. Essa limitação dá à plataforma um apelo de exclusividade e aguça ainda mais a curiosidade dos internautas.

Comunicação por áudio

O Clubhouse funciona por meio de clubes e salas em grupo em que os participantes só podem se comunicar por áudio — o aplicativo não permite o envio de fotos ou mensagens de texto nas conversas. Os chats ocorrem ao vivo, e as salas possuem os “speakers”, que podem falar durante a conferência, e os “listeners”, que são os ouvintes da conversa.

Desta maneira, a plataforma é uma mesclagem de conferências de áudio, podcasts e chamadas ao vivo. As sugestões de sala aparecem no feed do aplicativo e, além das salas públicas, em que qualquer um pode entrar, também existe a opção de criar salas sociais — apenas para seus seguidores — ou privadas só para quem o moderador convidar.

O começo

Lançado em abril de 2020 por dois ex-diretores do Google, Paul Davison e Rohan Seth, as salas de conversa do aplicativo eram mais restritas nos Estados Unidos, onde costumavam dar mais enfoque em pautas em relação à tecnologia, inovação e investimentos. Até dezembro, a plataforma tinha acumulado 600 mil usuários.

O jogo virou no dia 31 de janeiro, quando Elon Musk anunciou pelo Twitter que participaria de uma conversa no Clubhouse. Agora, duas semanas após a movimentação, a rede social já conta com cerca de seis milhões de usuários. Isso se tornou interessante porque o Instagram, por exemplo, demorou dois anos para atingir a marca dos seis milhões.

As buscas pela rede social no Google saltaram 4.900% no início de fevereiro em comparação a todo mês de janeiro, segundo o Valor Ecônomico. No Brasil, o interesse aumentou quando o diretor do Big Brother Brasil, José Bonifácio, mais conhecido como Boninho, entrou no aplicativo para comentar o reality show com o público.

Os executivos aprovam

Em entrevista ao InfoMoney, Lívia Cunha, fundadora da startup de saúde Cuco Health, que usa o Clubhouse há uma semana, afirmou que tem trocado aprendizados com outros empreendedores, ouvido referências no mercado de saúde e criado salas que discutem as dores de seus clientes. O alto nível das conversas é o que mais surpreende a executiva.

Renata Zanuto, co-head do espaço de empreendedorismo tecnológico Cubo Itaú, usa o Clubhouse há duas semanas e afirmou ao InfoMoney que tem visto discussões sobre como montar sua equipe, como escalar sua solução e como receber aportes. Para ela, é uma forma de acessar debates que antes só era possível assistir em eventos de grande porte.

Próximos passos

Até o momento, apenas usuários de iPhones podem se inscrever no Clubhouse, mas os desenvolvedores prometem que em breve será lançada uma versão para Android, sistema operacional do Google presente na grande maioria dos smartphones no Brasil.

Em um comunicado divulgado na última semana, a desenvolvedora informou que quer investir em criadores de conteúdo, valorizando-os como parte vital do sistema. Para isso, deve lançar nos próximos meses um programa para remunerar os usuários.

Ainda segundo informações da empresa, ainda neste ano, a plataforma deve ser liberada a todos os internautas, dispensando a necessidade de convite para acessá-la. Será que o fenômeno vai durar? O jeito é já colocar o nome na lista de espera e ver no que vai dar.