Investimentos de pessoa física crescem em meio à pandemia

A Anbima anunciou que o volume financeiro das pessoas físicas em investimentos teve o maior aumento da série histórica

Foto: Reprodução

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) anunciou que o volume financeiro das pessoas físicas em investimentos teve um aumento de 13,4% em 2020 — o maior da série histórica. No primeiro trimestre, houve um decréscimo de 5,3%. No segundo, por sua vez, a alta de 9% trouxe uma recuperação. No terceiro, o crescimento foi de 4,5%. No último, o crescimento foi de 5,1%.

A Anbima afirmou que a volta do ciclo de redução da taxa Selic e o início da pandemia de Covid-19 explica o movimento do primeiro trimestre. A recuperação que aparece em seguida veio devido ao início do auxílio emergencial. Na mesma época, a bolsa alcançou 2,6 milhões de contas, com investidores em busca de oportunidades.

O varejo tradicional teve uma alta de 20,3%, enquanto o varejo alta renda teve um crescimento de 6,7%. No segmento private, que reúne os investidores de mais alta renda, o volume financeiro aplicado cresceu 13,5% em 2020. No final do ano, em dezembro, a poupança registrou um crescimento de 21,6% ante dezembro de 2019.

Os títulos e valores mobiliários tiveram alta de 29%. Os fundos, no entanto, caíram 8,7%. De acordo com a Anbima, os brasileiros diversificaram mais sua carteira de investimentos diante do cenário de incerteza trazido pela pandemia e pelos juros baixos. Em 2020, o volume financeiro atingiu R$ 3,7 trilhões no varejo tradicional e de alta renda.

O presidente do fórum de distribuição da Anbima, José Ramos Rocha Neto, afirmou que os fundos devem mostrar recuperação em 2021. Neste ano, segundo o executivo, a tendência é inversa e os fundos devem ter participação importante, uma vez que os investidores devem buscar diversificação no portfólio e o fundo é um grande instrumento.

Em dezembro de 2020, a participação da poupança no volume financeiro era de 42,9% do total, ante 40% em 2019. Os fundos de renda fixa apareceram em segundo lugar, com 16,1%, ante 23,1% no ano anterior. Em seguida, os CDBs aparecem com 13,6%, ante 10% em 2019. Os fundos multimercados eram 6,6%, ante 6,2%.

Além disso, as ações também ganharam espaço, saindo de 4,8% para 5,7%. As LCIs saíram de 4,8% para 3,7%; e as LCAs, de 2,7% para 2,8%. Os títulos públicos saíram de 2,2% para 2% e os fundos de ações chegaram a 2,1% ante 2,3%.