Economia brasileira deve crescer 4% em 2021, aponta especialista

Se a revisão para a economia mundial apontar um desempenho maior que o projetado, o crescimento do Brasil também deve ter alta, diz Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú

Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco (Foto: Reprodução)

Para 2021, o Itaú Unibanco projeta um crescimento de 4% para a economia brasileira e de 6,6% para a economia mundial. Contudo, segundo Mário Mesquita, economista-chefe da instituição financeira, a expansão da economia mundial ainda está sendo revisada e, caso haja alteração para cima, as estimativas para o Brasil também devem melhorar.

No Brasil, Mesquita afirma que os riscos ainda estão oscilando devido as incertezas sobre o surgimento de novas cepas do coronavírus. Além disso, segundo o especialista, a economia está menos vulnerável à segunda onda da pandemia de Covid-19 — que já custou cerca de R$ 590 bilhões aos cofres públicos — e não tem tirado o sono da equipe econômica.

Já a revisão da economia mundial está relacionada com o grande pacote de estímulo fiscal anunciado por Joe Biden, presidente dos Estados Unidos. Após os democratas ganharem o controle das duas casas do parlamento, as chances de aprovação dos pacotes são maiores.

Indicador de atividade está estável

Com o fim do auxílio emergencial e de outras medidas emergenciais fiscais e de crédito, muitos economistas presumiam uma queda alta no indicador de atividade, mas não está acontecendo bem assim. Por enquanto, o indicador diário de atividade econômica do Itaú Unibanco aponta uma economia estável, mesmo com o fim dos benefícios.

Mesquita acredita que o auxílio emergencial ainda teve algum efeito no mês de janeiro, mas em fevereiro a atividade não terá mais esse impacto. Ele explica que, se levar em consideração o momento em que o Brasil está vivendo, de segunda onda de Covid-19 e do corte do auxílio emergencial, a economia não está caindo tanto como previam.

O indicador de atividade econômica diária é calculado com base em compras de cartões de crédito e débito. Desde o fim do terceiro trimestre do ano passado, o indicador está caminhando em cerca de 90 — na escala, 100 era o patamar da primeira quinzena de março, antes de a economia ser atingida pela pandemia.