Agronegócio tem maior geração de emprego formal em dez anos

No total, foram criadas 61.637 vagas de janeiro a dezembro de 2020, segundo levantamento da CNA a partir de dados do Caged

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Em 2020, a geração de emprego formal pelo agronegócio registrou o seu melhor desempenho em 10 anos. Uma pesquisa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), apontou que o setor abriu 61.637 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, o mais alto desde 2011, quando o saldo foi de 85.585 mil.

O levantamento, que foi divulgado pelo Ministério da Economia, indicou ainda as cinco atividades que mais criaram postos com carteira assinada no ano passado, que foram, respectivamente: soja (+13.396); criação de bovinos (+11.598); café (+6.284); aves (+5.993); e atividades de apoio à agricultura (+4.805). Houve queda de vagas somente nas atividades de apoio à produção florestal (-1.292).

Conforme o estudo, três em cada quatro vagas foram criadas estão na região Sudeste, especialmente em São Paulo, onde teve crescimento de 46.475 postos de trabalho em 2020. Em seguida, aparece no ranking o Centro-Oeste (3.766) e o Sul (3.447). O Nordeste (3.352) e o Norte (2.594) ocupam as duas últimas colocações.

O setor, como um todo, apresentou desempenho destacado em 2020: recorde de US$ 100,8 bilhões em exportações de produtos do agronegócio, crescimento de 18,2% no valor bruto da produção, e alta de 16,8% do PIB do agronegócio nos 10 primeiros meses do ano. De acordo com a CNA, Os bons resultados revelam o dinamismo do setor, que apesar da alta dos custos de produção, tem demostrado resiliência frente à crise.