Estudo sobre o “novo pré-sal” na Bacia Pará-Maranhão recebe apoio da FIEMA

A nova técnica foi apresentada pelos especialistas Allan Kardec Dualibe Barros Filho, Ronaldo Gomes Carmona e Pedro Victor Zalán a Edilson Baldez, presidente do FIEMA

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Uma descoberta de suma importância pode mudar o futuro do Maranhão. A novidade está ligada ao pré-sal existente na franja oceânica norte do território nacional, que contempla além do Maranhão, o Pará e o Amapá. Diante do amplo potencial, estudiosos desenvolveram um estudo científico e entregaram a Edilson Baldez, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA).

A nova técnica foi criação de Allan Kardec Dualibe Barros Filho, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Ronaldo Gomes Carmona, professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra e Pedro Victor Zalán, presidente da ZAG Consultoria em Exploração de Petróleo. Os especialistas insinuam que há nas águas profundas e ultraprofundas da Bacia do Pará-Maranhão, o que corresponde a cerca de 30 bilhões de barris de óleo em recursos prospectivos recuperáveis riscados.

Exploração e produção petrolífera

O estudo relata que, se confirmadas as expectativas, as quais buscam descrever na presente Nova Técnica, “Um novo ‘Pré-sal’ no Arco Norte do Território Brasileiro”, o Maranhão, Pará e Amapá, poderão beneficiar-se de vultosas receitas diretas (tributos e royalties) e indiretas (desenvolvimento industrial e do setor de serviços, com expressiva geração de empregos) que poderiam ser geradas pela exploração e produção petrolífera.

Abram-se amplas perspectivas do desenvolvimento regional, a começar pelo fato de que a produção petrolífera e gasífera potencial poderiam gerar abundância energética visando a industrialização dessa região do território nacional. A primeira etapa é entrar em licitação, porque o solo é do Brasil, então algum órgão governamental tem que colocá-lo em licitação para as empresas adquirirem. Quem faz isso é a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Oportunidade de desenvolvimento regional

Segundo o presidente da FIEMA, Edilson Baldez, a possibilidade de recuperar de 20 a 30 bilhões de barris de óleo no Maranhão, ressaltando que o pré-sal, por exemplo, são 40 bilhões de barris, seria uma oportunidade sem tamanho de desenvolvimento regional para o Maranhão. Ele acredita que a exploração desses prospectos encontrados nas águas profundas da Bacia do Pará-Maranhão seja uma oportunidade de desenvolvimento regional, com larga geração de empregos.

Pelo potencial identificado, pelo menos oito blocos seriam colocados à exploração, mas por conta de inviabilidade ambiental, que imponham riscos de olear a costa do Pará e do Maranhão e o Parcel de Manuel Luís, foi retirada a possibilidade de participar da 17º rodada de licitações de áreas na Bacia Pará-Maranhão.

Impedimentos ambientais

Kardec ressaltou que há um debate sobre impedimentos ambientais. Fala-se do Parcel de Manuel Luís e também sobre corais, que poderiam ser atingidos por um eventual derramamento de óleo. Nenhuma das duas razões se sustentam. Segundo ele, o Parcel está em águas rasas, assim como os corais. As águas sobre as quais estão falando são profundas, de 4 mil, 5 mil metros.

A 30 metros de profundidade está completamente escuro, a luz não chega e corais, por exemplo, não sobrevivem. Além disso, se tem tecnologia no país. Na exploração de petróleo no Brasil não há um caso sequer de derramamento de óleo.