Com a pandemia, pequenos investidores priorizam reservas de emergência

A plataforma on-line Grão identificou que viagens e lazer deixaram de ser prioridades para os seus clientes

Foto: Reprodução

A crise econômica causada pela pandemia de Covid-19 apresentou novas prioridades para aqueles que fazem aportes pequenos, a partir de R$ 1 em renda fixa, essa teoria foi confirmada pela plataforma on-line de microinvestimentos Grão, que percebeu tal mudança no perfil de seus clientes.

Se antes os investimentos eram voltados para viagens, bens materiais ou lazer, por exemplo, agora, a primeira opção é garantir um valor extra para qualquer necessidade de urgência e/ou prioridade, de acordo com a Grão.

Reserva de emergência vivida

Monica Saccarelli, fundadora do Grão, explica que o enfrentamento da pandemia apresenta muitas incertezas. Como nunca, a necessidade de ter uma reserva de emergência foi fundamental para sobreviver. Os clientes não sabiam se teriam emprego no mês, se teriam renda ou até mesmo conseguiriam pagar suas contas, segundo ela. Assim, a importância da reserva de emergência foi vivida e não só “falada”.

Alguns estados, por exemplo, pontuam prioridades para o dinheiro reserva, veja abaixo:

  • SP: reserva, celular, casa;
  • RJ: reserva, celular, casa;
  • BA: reserva, celular, moto;
  • MG: reserva, celular, carro;
  • CE: reserva, celular, carro;
  • PE: reserva, celular, casa;
  • PR: reserva, celular, casa;
  • GO: reserva, celular, moto;
  • PA: reserva, celular, moto

Muitas pessoas que perderam o emprego ou diminuíram a renda tiveram que se reinventar com outras alternativas, renda ou virando motoristas de aplicativos. Assim, o celular passou a ser essencial, virou uma ferramenta de trabalho, pontua Sacarrelli.

Garantindo depósitos

A executiva afirmou que mesmo no ápice da pandemia, os brasileiros tiveram a preocupação de garantir depósitos na reserva de emergência e houve também aumento no número de clientes. Com isso, a conclusão que pode se chegar é a que confirma que as pessoas estão mais preocupadas em ter reservas.

Ainda que a economia tenha sofrido um “baque”, não deixam de existir os “gastadores”, entretanto, Sacarelli acredita que a tendência é de que a reserva de emergência finalmente tenha se feito entender como algo indispensável na vida financeira. Ela diz esperar que as pessoas se conscientizem da importância de economizar e se lembrem como foi importante, mas talvez isso não seja uma realidade quando a rotina intensa voltar.