Microsoft avança em pesquisas sobre computadores quânticos

Esse novo sistema pode estabelecer a base de equipamentos tecnológicos inéditos até o momento

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A empresa americana de tecnologia Microsoft anunciou que um time de pesquisadores da companhia, juntamente com cientistas da Universidade de Sydney na Austrália, desenvolveu um sistema de hardware para futuros computadores quânticos. Esse novo sistema pode estabelecer a base de equipamentos tecnológicos inéditos até o momento.

Foi criada uma plataforma de controle quântico criogênico, que se vale de circuitos CMOS especializados em entradas digitais capazes de gerar sinais de controle qubit paralelos.

O chip Gooseberry contém o primeiro núcleo de criocomputação de uso geral do tipo, responsável pela realização dos cálculos necessários à determinação das instruções enviadas ao processador, que alimenta pulsos de voltagem também para qubit.

Membro da equipe, Chetan Nayak, afirma que, tanto o Gooseberry quanto o núcleo de criocomputação são um grande avanço para a computação quântica. Para ele, ter esses conceitos revisados por pares e validados por outros estudiosos é mais um salto à frente.

Contudo, ainda existem diversas etapas a serem superadas para que um computador quântico relevante seja construído. Nayak afirma que o foco da companhia está no longo prazo: mesmo com o aprimoramento, ainda é preciso desenvolver conceitos variados que vão além dos blocos de construção fundamentais dessas máquinas.

O maior desafio, destaca a Microsoft, está na necessidade de que aparelhos quânticos sejam mantidos em um ambiente extremo se o objetivo for preservar informações, que, por sua vez, são manipuladas em quantidades elevadas.

Os novos componentes, ressalta Nayak, substituem o emprego de um rack de eletrônicos em temperatura ambiente destinado à geração de pulsos de voltagem e o controle de qubits em uma geladeira de uso especial — cuja temperatura-base é 20 vezes mais fria do que a do espaço interestelar.

Essa tecnologia prova que é possível compilar e executar muitos tipos diferentes de código — escritos nas ferramentas atuais — em um ambiente criogênico, permitindo maiores possibilidades do que pode ser realizado com qubits sendo controlados pelo chip Gooseberry, explicou Nayak. Segundo ele, a pretensão é não parar nestes resultados.