Startup estuda usar saliva psicodélica de sapos para o tratamento de depressão

O estudo será voltado à secreção encontrada nas glândulas de sapos da espécie Bufu alvarius (a substância 5-MeO-DMT)

Foto: Reprodução

Uma startup do Reino Unido vem realizando um experimento um tanto quanto curioso, a Beckley PsyTech levanta investimentos para aprofundar estudos de uma substância psicodélica produzida por sapos, a fim de tratar transtornos como depressão e ansiedade. O estudo será voltado à secreção encontrada nas glândulas de sapos da espécie Bufu alvarius (a substância 5-MeO-DMT) que é proibida em vários países.

À princípio, a startup havia recebido 3 milhões de euros (R$ 22 milhões), agora, com o segundo aporte recebido, a empresa levantou mais 14 milhões de euros (R$ 101 milhões). Os pesquisadores informam que a ideia do primeiro estudo, já realizado, foi avaliar os efeitos em humanos, de inalar o vapor seco da saliva do sapo.

42 participantes testados

Para apurar a eficácia, participaram 42 participantes de diferentes locais na Europa. O grupo testado ficou em observação por 24 horas e quatro semanas após o experimento.

De acordo com os resultados obtidos pela startup, mesmo após passadas as quatro semanas de observação, os pacientes testados apresentaram altas taxas de aumento na sensação de satisfação com a vida. Picos de humor relacionados a depressão, ansiedade e estresse apresentaram queda mesmo após as quatro semanas.

5-MeO-DMT como tratamento para transtornos mentais

A Beckley PsyTech pretende continuar em busca de recursos financeiros para além de aprimorar os resultados por meio de testes clínicos, conseguir que, no futuro, possam receber aprovação para utilizarem o 5-MeO-DMT como tratamento para transtornos.

O CEO da startup, Cosmo Feilding Mellen, explica que uma das principais vantagens do 5-MeO-MT para fins de estudo é que os efeitos de alteração da consciência duram cerca de uma hora, enquanto outros psicodélicos costumam ficar entre seis a outro horas. Assim, esse intervalo menor exigiria menos tempo de acompanhamento dos pacientes, resultando em uma diminuição nos custos da pesquisa e facilitando o seu desenvolvimento.