Ministério da Agricultura espera crescimento de 10% da rede agrícola

O VBP do campo calcula para o ano 10,1% mais que o recorde de 2021

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A agropecuária brasileira pouco se desenvolveu nos últimos anos, entre os motivos que levaram ao lento crescimento entram reflexos negativos sobre lavouras perenes e ajustes dos preços internacionais das commodities, informa o Ministério da Agricultura.

Para atingir bons resultados neste ano, houve a necessidade de revisão do Valor Bruto da Produção (VBP). O setor de agronegócio, por frustrações dos meses anteriores, depositou baixas expectativas para 2021, mas o tímido crescimento apresentado no início do ano já gerou novo fôlego para o setor e para a economia brasileira. O esperado é crescimento financeiro, mas talvez ainda não seja suficiente para superar a barreira de R$ 1 trilhão.

A pasta previa para dezembro do ano passado o valor de R$ 1,025 trilhão, já para esse ano, o ministério prevê o VBP do campo em 10,1%, o que totaliza R$ 959,7 bilhões.

O carro-chefe do agronegócio, a soja, deve chegar a R$ 303 bilhões

Estima-se um valor aproximado a R$ 651,2 bilhões esse ano para o VBP das 21 lavouras que compõem o levantamento, ante 12,2% na comparação com cálculo para 2020. O VBP ligado ao carro-chefe do agronegócio, a soja, deve chegar a R$ 303 bilhões, acima 24,4% do valor de 2020, avançando 42,8%.

Crescimento de VBPs

Também segue crescendo os VBPs do arroz, 17,3%, para R$ 20 bilhões; da batata, 22,1%, para R$9,9 bilhões; do cacau, 14,7%, para R$ 4 bilhões; da mandioca, 10,9%, para R$11,7 bilhões e do trigo, 8,3%, para R$ 8,7 bilhões.

Queda de VBPs

Por outro lado, deve haver queda para o algodão 2,7% para R$ 22,2 bilhões; banana 1,3%, para R$ 13,3 bilhões; café 24,2% para R$ 26,6 bilhões; cana 2,3% para R$ 69,1 bilhões; laranja 3,5% para R$ 14,5 bilhões e do tomate 14,8% para R$ 9,5 bilhões.