China se prepara para primeira exploração solar do país

A sonda ficará quatro anos observando a estrela

Foto: Reprodução

A China está se preparando para fazer a sua primeira exploração solar na história. A missão, que deve acontecer no primeiro semestre de 2022, vai concluir o envio da sonda Observatório Solar Avançado Baseado no Espaço (ASO-S) para as proximidades do Sol. A sonda ficará quatro anos observando a estrela. 

Gan Weiqun, cientista-chefe da missão, afirmou que a expedição será importante para identificar a previsão do tempo do espaço — como uma “meteorologia galática”. A ASO-S poderá identificar tempestades solares com até 40 horas de antecedência, permitindo ações reativas e avisos de danos ambientais eletromagnéticos à Terra.

Além disso, a missão se torna ainda mais importante porque o 25° ciclo do Sol deve apresentar picos de atividades em 2024 ou 2025. Erupções solares e ejeções de massa coronal podem ocorrer nessa época e o monitoramento pode ser essencial para novos estudos e análises de medidas preventivas. 

A sonda, que vai orbitar a 720 km acima da Terra, carregará consigo um detector magnético, um telescópio solar e um gerador de imagens raio-x para registrar os comportamentos solares, bem como seus campos magnéticos e atividades tempestuosas.

Essa expedição, proposta em 2011 e aprovada em 2017, é a primeira exploração solar da China — embora 70 expedições do gênero já tenham sido realizadas desde 1960 por outros países. Na semana passada, já começaram os testes de protótipos, que também incluem experimentos ambientais e de calor. Esses testes devem ser finalizados ainda em janeiro. 

Muito além do ineditismo, a missão demonstra o crescimento da agenda espacial chinesa nos últimos anos. Em fevereiro deste ano, a sonda Tianwen-1 deve chegar em Marte para realizar estudos da morfologia e geologia do Planeta Vermelho.