Bolsonaro pede que empresários não demitam aqueles que se recusarem a se vacinar contra a Covid-19

Além disso, o presidente também protagonizou a polêmica do pedido de menos da metade dos imunizantes para o SUS

Jair Messias Bolsonaro, presidente do Brasil (Foto: Reprodução)

Na terça-feira (26), o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no Palácio do Planalto, a fim de discutir em relação a vacinação contra a Covid-19 não ser obrigatória para funcionários de empresas privadas. Bolsonaro discutirá com empresários algumas exigências para a compra de vacinas e distribuição das doses para a classe empregada.

Metade dos imunizantes para o SUS

Além de pedir que pelo menos metade dos imunizantes seja destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS), o presidente afirmou que exigirá que a manutenção dos empregos não esteja vinculada à vacinação. Desta forma, quer um compromisso dos empresários de que não vão demitir aqueles que se recusarem a se imunizar contra a Covid-19.

Assim como Bolsonaro, que lidera o grupo apaziguador da não demissão de funcionários que não tomem a vacina, Skaf atua no papel de buscar a autorização do governo federal para comprar e distribuir vacinas, mas, em entrevista cedida à CNN, ele negou que esteja liderando qualquer movimento para aquisição de vacina pelo setor privado.

Negociação com empresários

A decisão não foi tão bem recebida entre os empresários. Segundo a apuração da CNN, a Vale, Itaú e Petrobras discordaram da possibilidade de uso de vacinas pelas empresas. De acordo com a redes, a decisão na prática permitiria a imunização fora dos grupos prioritários e diminuiria a disponibilidade de compra de vacinas por governo, entre eles, o brasileiro. A JBS também avaliou o assunto e decidiu deixar o grupo.

A Vale declarou por meio de nota ter sido convidada a participar da discussão, mas que se opôs a iniciativa. A determinação da companhia é doar integralmente insumos que venham a ser adquiridos para apoiar os esforços oficiais de combate à Covid-19.