McDonald’s planeja investir US$ 130 milhões na América Latina

Recursos deverão ser voltados para abertura de até 50 restaurantes, sendo 80% no Brasil, e para reforçar segmentos de drive-thru e delivery e o app da rede

Prédio do McDonalds's na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Reprodução)

A Arcos Dorados, empresa que administra a rede McDonald’s na América Latina e no Caribe, planeja voltar a colocar o pé no acelerador. A companhia anunciou que pretende investir até US$ 130 milhões — cerca de R$ 690 milhões — na região, para a abertura de até 50 novos restaurantes, sendo 80% deles no Brasil.

Os recursos também contemplam o reforço de segmentos vitais durante o período de fechamento das lojas: o drive-thru, o delivery e o app da rede. O objetivo é fazer crescer o consumo que se dá fora dos salões dos restaurantes. Isso porque, em meio à pandemia, os modelos se tornaram a principal fonte de receita da companhia. 

Paulo Camargo, presidente da Arcos Dorados no Brasil, afirmou que o trabalho nas vendas fora dos restaurantes, que já vinha sendo feito desde 2018, ajudou a reduzir o impacto da pandemia para a rede. Em 2020, as operações do McDonald’s no país tiveram um faturamento equivalente a 78% do registrado em 2019, que havia sido recorde.

Crise econômica

No quarto trimestre, a empresa viu suas vendas no Brasil chegarem perto da marca de 90% da vista no mesmo período do ano anterior. O resultado negativo é bem menos grave do que o registrado pelo mercado como um todo, aponta a Abrasel, associação do setor.

Ao longo do ano passado, 300 mil estabelecimentos de pequeno porte fecharam as portas no Brasil, com o corte de 1 milhão de postos de trabalho. Além disso, segundo a mais recente pesquisa feita pela entidade, 57% dos empreendedores ainda devem aluguel, impostos, salários e têm dívidas com fornecedores em razão da pandemia.

Dos 1.030 restaurantes que a rede tem hoje no Brasil, 60% são lojas da própria Arcos Dorados. Os 40% restantes estão nas mãos de um grupo de 66 subfranqueados. De acordo com Camargo, os parceiros devem ser priorizados na abertura de novos pontos de venda. O executivo afirma que a concentração de lojas no Brasil ainda é pequena e que há espaço para unidades em capitais, incluindo São Paulo.