Setor publicitário busca se adequar aos meios remotos durante crise pandêmica

Hugo Rodrigues, presidente executivo da agência publicitária WMcCann, revela que vamos ter que aprender a nos sentir confortável em um dia a dia que é desconfortável

Hugo Rodrigues, presidente executivo da agência publicitária WMcCann (Foto: Reprodução)

Com a pandemia de Covid-19 e o isolamento social, alguns setores tiveram ressaltados seus pontos mais atraentes. O mercado publicitário, por exemplo, deve mergulhar na linguagem dos meios remotos de comunicação, é que avalia o presidente executivo da agência publicitária WMcCann, Hugo Rodrigues, eleito mais de uma vez como profissional de marketing mais admirado pelos colegas de profissão e por anunciantes.

O executivo explicou que o ciclo comportamental de todos nós foi alterado e óbvio que as marcas e as plataformas vão ter que se adequar. A publicidade existe para saciar os anseios humanos e eles vão vir por meios mais remotos com o uso de tecnologia.

Passos de comunicação com o consumidor

Assim como o mercado, empresas mundialmente reconhecidas também do universo da tecnologia, como Facebook e Google, devem seguir os mesmos passos de comunicação. É fácil enxergar que, neste ano, eles vão amealhar grande parte da mídia, disse Rodrigues. Ele ressaltou que empresas de comunicação mais tradicionais estão tentando se adaptar ao movimento, principalmente por meio de participações nas mídias sociais.

Segundo ele, será necessário ter que aprender a se sentir confortável em um dia a dia que é desconfortável. Então, atualmente, ser criativo traz mais riscos. Esse risco se dá, conforme Rodrigues, porque a criatividade tem que gerar alguma reação e, nas redes sociais, um dos principais palcos da comunicação das marcas com os consumidores, hoje, é a resposta muita rápida. Se você falha, você é muito criticado, ressaltou.

Publicidade aspiracional

O executivo vê a pandemia como impulsionador do mercado publicitário. Segundo ele, a publicidade mais aspiracional já vinha se transformando para uma conversa mais franca. As redes sociais proporcionaram isso. Hoje, o leitor, o espectador, o consumidor quer participar. A pandemia acelerou. Ele vê uma propaganda mais humana, que menos vende sonhos e mais tenta estabelecer uma conversa e uma troca com o seu consumidor.