Funcionários da Alphabet, dona do Google, formam o primeiro sindicato da empresa

Grupo vai funcionar em modelo que não exige reconhecimento de agência de relações trabalhistas dos EUA

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Um grupo de mais de 220 funcionários da Alphabet, empresa que controla o Google, anunciou nesta segunda-feira (4) a formação do primeiro sindicato da empresa nos Estados Unidos, um passo raro para a indústria de tecnologia e que também representa o maior e mais organizado desafio para a liderança executiva da companhia.

Chamado de Sindicato dos Trabalhadores da Alphabet, a organização será afiliada ao sindicato de Trabalhadores de Comunicações das Américas, que representa funcionários de empresas de telecomunicações e mídias nos EUA e no Canadá, e será aberta tanto para trabalhadores contratados em tempo integral quanto para terceirizados.

Segundo o jornal New York Times, a empresa possui mais de 220 mil funcionários contratados e terceirizados. Diferente de um sindicato tradicional, que segue algumas legislações trabalhistas específicas e exige que o empregador negocie e assine um contrato com seus funcionários, o grupo irá se organizar como um sindicato minoritário.

Ao se organizar como um sindicato minoritário, o grupo não precisa ser reconhecido pelo Conselho Nacional de Relações Trabalhistas, uma agência governamental dos EUA, nem realizar eleições formais. A intenção não é assinar um contrato com o Google, mas criar uma estrutura sustentável para defender direitos e interesses dos funcionários.