Assessora de investimentos dá 5 dicas para começar 2021 com as finanças da sua empresa no azul

Luciana Ikedo, CEO e fundadora do escritório Ikedo Investimentos, diz que pode parecer uma tarefa difícil, mas não impossível

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Conciliar as contas, considerando lucros e despesas, pode ser uma tarefa difícil, principalmente em um ano como 2020 em que a economia foi diretamente afetada pela pandemia de Covid-19. O ano que colocou à prova a resiliência de empreendedores e as finanças das empresas deixou aprendizados importantes para os negócios.

Contudo, ainda não se sabe quando a crise econômica em razão da pandemia chegará ao fim, então o desafio agora é equilibrar as contas para iniciar o próximo ciclo no azul. A assessora de investimentos Luciana Ikedo, CEO e fundadora do escritório Ikedo Investimentos, diz que pode parecer uma tarefa difícil, mas não impossível. 

A executiva explica que as empresas que já tinham um caixa fortalecido, endividamento controlado e que se adaptaram rapidamente ao cenário. Segundo ela, os empreendedores que conseguiram cortar custos e despesas e, por fim, que encontraram novas formas de agregar receitas ao negócio existente, saíram na frente em meio à crise.

Finanças saudáveis

Ikedo deu cinco dicas para que os empreendedores consigam entrar em 2021 com as finanças no azul e não passem sufoco no próximo ano. Confira:

1. Separe as contas da empresa do orçamento pessoal
A executiva afirma que essa é a primeira e mais valiosa regra que todo micro, pequeno e médio empresário precisa conhecer. Ela explica que ainda é muito comum que os empreendedores misturem as finanças, principalmente no início da operação, e isso faz com que toda a estrutura de custos possa ser comprometida.

2. Fortaleça o caixa da empresa
Ikedo aconselha que o empreendedor mantenha um capital de giro investido em ativos líquidos, com baixa volatilidade, como CDBs de alta liquidez, fundo DI ou ainda Tesouro Selic, que pode ser obtido no mercado secundário. Ela afirma que esses recursos são essenciais em momentos turbulentos, como o atual, em que a pandemia de Covid-19 ainda está em cena e sem prazo certo para se se retirar.

3. Controle o endividamento
A especialista diz que a dica é aproveitar o momento de baixas taxas de juros para concentrar e alongar o endividamento bancário, buscando uma parcela que caiba no fluxo de caixa da empresa e que reduza o custo da dívida atual.

4. Domine o fluxo de caixa
Ter controle sobre as receitas, custos e despesas torna possível rápidas adequações na frente de cenários que requerem resiliência por parte do empreendedor. Ikedo recomenda que os donos de empresas saibam exatamente quais são os cortes possíveis de serem feitos e que conheçam o seu custo mínimo para manter a operação funcionando.

5. Busque novas formas de receita
A executiva reforça que os maiores problemas podem ser as maiores oportunidades. Segundo ela, aprimorar a rede atual de clientes integrando novos produtos ou serviços ao rol de atividades contribui para a diversificação de receitas e a fortalecer o caixa.