UEMA projeta agência de empreendedorismo com suporte aos negócios locais

A Mandaru pretende aproximar o grupo acadêmico do mercado de trabalho

Foto: Reprodução

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) inaugurou no início de dezembro a agência de inovação e empreendedorismo que recebeu o nome de Mandaru, que em guarani significa “novidade”. O objetivo por trás da criação da empresa é fomentar entre o grupo acadêmico a curiosidade sobre o ambiente de empreendedorismo e, assim, aproximá-los do mercado de trabalho.

A ideia é que por meio de estudos desenvolvidos sobre o tema seja possível gerar conhecimento que possam ser usados diretamente no mercado de trabalho, consequentemente gerando soluções para os problemas da sociedade, é o que explica o diretor da agência, José Ribamar Morais.

Alavancando tecnologias

Morais, que também é professor, doutor e docente do departamento de Administração da UEMA, relata que a empresa foi desenvolvida para alavancar a colocação das tecnologias que a UEMA gera no mercado, para que essas tecnologias se transformem em inovação. Ele ressalta que hoje possuem muitas tecnologias criadas por professores que estão emprateleiradas e não conseguiram chegar no mercado como solução para os problemas da sociedade.

Um dos exemplos do beneficiamento da sociedade com o uso dos projetos desenvolvidos pelos professores, Morais citou a Estação de Desinfecção Individual de baixo custo, que tem à frente de sua criação o corpo docente do Centro de Ciências Tecnológicas da UEMA, que seria voltado à diminuição da contaminação por Covid-19 em ambientes hospitalares.

Projetos atrativos para o mercado

Com a criação da agência, serão expandidas as oportunidades de projetos inovadores para criar soluções, projetos esses que serão acompanhados por técnicos, a fim de torná-los reais e atrativos para o mercado. Morais explica que a incubadora irá funcionar com duas modalidades, um espaço físico, que abrigará as startups, dentro do campus, e também a incubação virtual, que terão algumas ideias que não necessitam de abrigo físico, elas estão dentro de um computador.

Além das implementações citadas acima, a Mandaru também pretende adicionar à grade curricular de todos os cursos da UEMA a disciplina de Empreendedorismo. Morais informa que os alunos precisam aprender a empreender.

‘Gig Economy

Segundo ele, há um declínio da abertura de vagas de empregos para atividades repetitivas com a chegada da chamada “Gig Economy”, resultado da flexibilização do mercado de trabalho diante da era digital, em que há maior presença no mercado de atividades freelancers, como transporte por aplicativo.

O professor diz que a ideia é criar uma fábrica de ideias para que a universidade tenha maior protagonismo na sociedade e ampliar o diálogo da academia com a lógica do mercado. Do ponto de vista administrativo, a Mandaru já está pronta. Faltam alguns processos de remoção de unidades que estão nesse abrigo, para no momento que essa remoção for feita, seja lançado o edital da incubadora. Isso deve demorar aproximadamente 40 dias.

A agência ficará localizada no Centro Comercial Fecomércio, sala 104, 1° andar, Av. dos Holandeses, Quintas do Calhau.