Pesquisa aponta que consumidor pretende gastar menos neste fim de ano

Assim como o valor das compras, quantidade de presentes também deve diminuir

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As compras de Natal e Ano Novo de 2020 serão menores que as do ano passado, de acordo com pesquisa da Boa Vista realizada com cerca de 400 consumidores de todo o Brasil. O levantamento aponta que 79% dos entrevistados afirmam que pretendem gastar menos esse ano do que em 2019, enquanto 14% devem gastar a mesma quantia.

Apenas 7% estimam ter um fim de ano mais favorecido que o do ano passado. Em 2019, eram 67% os que pretendiam gastar menos, e 11% os que planejavam gastar mais que no ano anterior. Assim como o valor das compras, o número de presentes comprados nesse fim de ano deve diminuir. Dos entrevistados, 79% vão presentear alguém neste Natal. 

Por outro lado, 75% vão comprar menos presentes que no ano passado, contra 63% em 2019. Outros 17% vão manter o número de presentes — eram 25% em 2019 — e só 8% vão aumentar os presentes comprados — 12% em 2019. Em média, os consumidores vão dar presentes a pelo menos duas pessoas, e o valor médio por presente será de R$ 58,65.

Entre quem não vai dar presente de Natal neste ano, 23% não o farão porque estão endividados — eram 26% em 2019. Outros 20% apontaram o desemprego como o motivo — 25% em 2019. Enquanto 20% não vão comprar presentes para priorizar pagamentos de outras despesas como casa, escola ou médico, por exemplo — 10% em 2019.

O valor médio total das compras será, conforme a pesquisa, de R$ 545,49, o que, para 56%, corresponde a menos de 25% da renda familiar. Em 2019, o valor médio foi de R$ 564,96. A ceia de Natal também deve ser menos farta do que em 2019 para 46% dos consumidores. Para 42%, será igual e apenas para 12% será mais farta do que em 2019.

63% dos consumidores farão as compras em lojas físicas e 37% pela internet. Em 2019, esses números foram de, respectivamente, 77% e 23%, indicando uma alta esperada nas compras on-line em razão da pandemia de Covid-19. Dos 37% que comprarão on-line, 89% se sentem seguros, enquanto outros 11% têm algum tipo de insegurança.