Alemanha vai doar R$ 163,6 milhões para fortalecer agronegócio sustentável na Amazônia

A doação é fruto de um acordo com o governo alemão, que deve vigorar até 2024.

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Faz pouco mais de um ano que o governo alemão suspendeu o financiamento de R$ 155 milhões para projetos de preservação da Amazônia. Porém, recentemente, com o objetivo de fortalecer o agronegócio sustentável na região, a Alemanha decidiu doar cerca de 25,5 milhões de euros (R$ 163,6 milhões) para o projeto  “Inovação nas Cadeias Produtivas da Agropecuária para a Conservação Florestal na Amazônia Legal”. Os principais segmentos a serem contemplados são os de carne bovina, soja e madeira.

De acordo com nota divulgada na terça-feira (8) pelos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, a doação é fruto de um acordo com o governo alemão, que deve vigorar até 2024 e será voltado para financiar cinco estados da Amazônia Legal: Mato Grosso, Pará, Amazonas, Rondônia e Tocantins. 

O responsável por doar o dinheiro será o banco estatal Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) e será criada uma plataforma de Tecnologia da Informação para classificar e monitorar a situação social e ambiental dos projetos. Além disso, também será desenvolvido um sistema de rastreamento para saber se o desmatamento decorrente da exploração do produto é legal ou ilegal. 

O Itamaraty fará a cooperação técnica e financeira entre o Brasil e a Alemanha, priorizando o fomento de projetos nas áreas de proteção ambiental e eficiência energética. O Ministério da Agricultura fica responsável por executar os projetos em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Há alguns meses, a União Europeia abriu consulta público para punir importadores de produtos oriundos de áreas de desmatamento. Na mesma época, o governo brasileiro recebeu uma carta expressando preocupação com o aumento da devastação da floresta. Essa carta foi assinada pelos governos da Alemanha, Holanda, Países Baixos, França, Itália, entre outros. 

As pressões ficam cada vez maiores, ameaçando até o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A França e a Áustria já disseram que não pretendem ratificar o tratado entre as duas regiões.