Brasileiros ganham concurso de nanoarte

Nanoarte mistura nanotecnologia e ciência com arte

"Sands of SnO", fotografia produzida por brasileiros, foi a ganhadora do NanoArtography 2020.

Nanoarte se trata de uma expressão artística que combina nanotecnologia e ciência com arte, revelando as mais diferentes formas de um universo invisível ao olho humano. 

As imagens observadas em laboratório são um dos principais elementos dessa arte, que tem até um concurso voltado para evidenciá-la: o NanoArtography. A votação é promovida pelo Instituto A.J. Nanomaterials da Universidade Drexel, dos EUA

Na quarta-feira (18), saiu o resultado dos vencedores da edição de 2020 e o primeiro lugar foi ocupado por brasileiros. A fotografia intitulada “Sands of SnO” foi produzida pelos pesquisadores Fernanda da Costa Romeiro, Diego Luiz Tita e Marcelo Ornaghi Orlandi, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Araraquara.

A imagem mostra microestruturas SnO preparadas através do método hidrotérmico assistido por micro-ondas. A ideia principal foi associar as microestruturas SnO observadas em um microscópio eletrônico de varredura por emissão de campo (FE-SEM), com as estruturas de areia observadas em um microscópio óptico que apresentam diferentes cores e formas. A largura da imagem é 0,273 mm.

O Brasil tem feito bonito no campo da nanoarte, pois entre as finalistas, havia também outras imagens produzidas por brasileiros. Três fotografias foram produzidas por Ricardo Tranquilin, pesquisador do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

O pesquisador criou as imagens “Big Ones Little Ones”, “Star Fruit” e “Perfect Balance”, que são, respectivamente, representações do tungstato de zinco, trióxido de tungstênio e óxido de manganês com sódio, níquel e magnésio. 

“Big Ones Little Ones”, produzida por Ricardo Tranquilin

As obras foram registradas com uma técnica chamada microscopia eletrônica e passaram por um processo de colorização.