Natura inaugura novo centro de inovação em São Paulo

Parque tecnológico tem 2.900 metros quadrados e recebeu R$ 35 milhões de investimento

Foto: Divulgação

Natura, quarta maior fabricante de cosméticos do mundo, inaugurou nesta terça-feira (24), na região metropolitana de São Paulo, seu novo Centro de Inovação que irá concentrar os setores de pesquisa e desenvolvimento da empresa. A infraestrutura foi apresentada em evento on-line com líderes empresariais e autoridades.

Com 2.900 metros quadrados e investimento de R$ 35 milhões, o parque tecnológico está pronto desde março e promete reduzir 40% do tempo nos processos de triagem e de 30% a 40% na prototipação de produtos. A instalação também irá reunir as startups que atuam como parceiras da companhia nos processos de inovação. 

Andrea Alvares, chefe de marca, inovação e sustentabilidade da Natura, explicou que criar uma infraestrutura que atenda também aos parceiros faz parte da estratégia de inovação aberta adotada pela empresa. Segundo ela, apesar da empresa possuir uma ótima infraestrutura e profissionais qualificados, não é possível fazer tudo sozinhos.

A executiva afirmou que a Natura tem dedicado anualmente 2,5% de sua receita total em pesquisa e desenvolvimento, algo que deve ser mantido. Atualmente, a companhia tem 253 funcionários na área de pesquisa e desenvolvimento e, além das startups, atua em parceria com pesquisadores da área acadêmica e agências de fomento.

Roseli Mello, líder global de pesquisa e desenvolvimento da Natura, destaca que a reformulação buscou aprimorar todos os fluxos de trabalho, além de trazer o uso de dados. Segundo ela, já é usado inteligência artificial, simulações e predições nos projetos da empresa e o laboratório não estava preparado para que todos os dados fossem capturados.

Laboratório no novo Centro de Inovação da Natura

Entre os laboratórios disponíveis no Centro de Inovação está o Núcleo Olfativo, responsável pelo desenvolvimento de fragrâncias, e o Laboratório de Desenvolvimento de Fórmulas. Outra novidade é a disponibilização de bioimpressoras 3D, que irá permitir imprimir uma pele artificial para a realização de pesquisas, dispensando testes em animais.

O prédio abriga um espaço de trabalho colaborativo, no qual consultoras e consumidores podem participar de processos de elaboração, amadurecimento e aperfeiçoamento de protótipos, bem como permite a empresa promover hackathons. Além de espaços reservados apenas para os equipamentos de última geração dedicados à biotecnologia.