Marketplace do GPA já opera e oferecerá carteira digital

Após a abertura do marketplace já existem 170 contratos em processo de andamento

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O período pós pandemia, em meados de 2021, sem sua inexistência, mas com provável melhora, é um novo cenário estudado pelo dono das redes Pão de Açúcar, Extra e Assaí. O objetivo é se inserir no ecossistema digital, para isso, a ideia é concentrar boa parte de suas ações no projeto. Integram o plano o grupo de líderes do varejo on-line; B2W, Magazine Luiza, Amazon e Mercado Livre, que serão os reforçadores de vendas dos supermercados.

Para início de projeto, a primeira jogada reflete em serviços logísticos de marketplace (shopping online), a próxima elaboração de negócio será a carteira digita lançada pelo grupo. Até o momento não foi definida data certa, informa o presidente do braço de varejo do grupo, Jorge Faiçal. Ele ressalta que tratam-se de pacotes de serviços que o lojista parceiro pode contratar, que incluem opções como armazenamento em centros de distribuição, entrega de mercadorias e propaganda no canal online.

Monetização de dados para ações de mídia

Por meio da plataforma pode ser feita a monetização de dados para ações de mídia com lojistas em sua plataforma digital, mas esse é um passo que ainda vem sendo estudado pelo grupo. Cada consumidor, segundo seu perfil de busca, deve ter acesso ao produto mais parecido com ele nas ações de marketing específicas.

Existe um percentual que gira nesse modelo de venda online. O comércio alimentar chega a ter em média 10% a 15% dessa taxa. De acordo com o Magazine Luiza, o setor que mais gera crescimento é o alimentar devido o armazenamento de produtos de supermercados em suas lojas.

Em janeiro, a Super Now passou a fazer parte da B2W, que hospeda lojas de supermercado, meses após o Grupo Big (ex-Walmart) fechou parceria com a mesma plataforma. O marketplace passou a operar este mês com quadro de funcionários composto por 100 lojistas, nas plataformas do Clube Extra e do Pão de Açúcar.

170 contratos em processo de andamento

Após sua abertura, pelo menos 170 contratos já estão em processo de andamento. O esperado é que em três meses tenham 30 mil itens adicionados e em 12 meses sejam 400 mil. Segundo Faiçal, o GPA não vai vender eletrônicos na plataforma neste momento, e se concetrará em itens de supermercados e hipermercados. Não serão milhões de ‘sellers’ no ano que vem, mas a ideia são centenas de milhares, e de redes grandes.

Por enquanto é de 8% a rentabilidade do negócio, com a margem de lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação ajustada, afirma o executivo. A respeito de abertura da loja virtual em marketplaces de outras empresas como Magazine Luiza ou Mercado Livre, ele explica que não tem decisão, mas não tem preconceito, é uma possibilidade dentro de uma ideia de colaboração.