Mulheres negras ainda enfrentam dificuldade no mercado de trabalho

Empresas precisam entender a importância de políticas de inclusão a longo prazo

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Hoje, dia 20 de novembro, é celebrado o Dia da Consciência Negra. Em um mundo em que a luta pelo direito dos negros ganha cada vez mais força, é fundamental que as marcas e empresas entendam a importância do movimento e das políticas de inclusão racial não apenas hoje, mas o ano todo, assumindo um compromisso antirracista de longo-prazo. 

A população negra, principalmente feminina, é prejudicada nas condições de equidade e oportunidades. Nascida do inconformismo com a desigualdade do mercado de trabalho, a consultoria e grupo de apoio Indique uma Preta, que conta atualmente com mais de 7 mil participantes, veio para ajudar mulheres negras a ter seu espaço. 

Em um ano como 2020, o grupo transformou os aprendizados dos encontros em metodologias para apoiar empresas nesse caminho, mostrando que a inclusão da mulher negra no mercado de trabalho não é apenas uma pauta social e sim uma ferramenta para transformação e evolução dos negócios.

No entanto, essa inclusão não é pensada de maneira estratégica e planejada. Barreiras e mitos ainda sustentam estruturas sociais. Segundo reportagem do UOL, dois fatores questionados pelas empresas, indicado como fator de dificuldade dos recrutadores, são a formação e a qualificação das mulheres negras e o acesso a essas profissionais. 

Mesmo as empresas que já desenvolveram iniciativas a favor da inclusão abordam diversidade de forma genérica, incluindo, em uma só estratégia, todas as minorias. Há também a falta de iniciativa dos líderes em avançar nesses temas pelo medo de errar. 

A inserção no mercado de trabalho é ainda uma dificuldade. De acordo o UOL, mais de 2/3 das mulheres negras consideram a inserção no mercado de trabalho como uma das principais dificuldades. 

Porém, mesmo com menos oportunidades, essas mulheres pretendem continuar se aprimorando profissionalmente e chave para a mudança está na busca ativa desses perfis e na construção de um ambiente seguro para que eles se desenvolvam. 

De acordo com reportagem da UOL, a solução desse problema requer ação. Seguir postergando a busca de soluções será cada vez mais identificado como uma atitude racista. É preciso perder o medo de errar e estabelecer o compromisso, aprimorar os processos e potencializar essa transformação. “O grande vetor de mudança pode e deve ser quem tem o poder sobre as dinâmicas do mercado de trabalho”.