Governo dos EUA recorre de decisão que impede proibição do TikTok

O banimento do TikTok começaria na última quinta (12), mas foi vetado pela Justiça

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos recorreu de uma decisão de uma juíza da Pensilvânia que impedia o governo de impor restrições ao aplicativo chinês TikTok. A medida proibiria o aplicativo de ser baixado e atualizado nos EUA até que sua operação local fosse administrada por empresas americanas.

A exigência é do presidente dos EUA, Donald Trump, que acusa a plataforma de fornecer dados de usuários americanos ao governo de Pequim. Ele também queria proibir novos downloads nos EUA do WeChat, um WhatsApp chinês.

Na sexta, as autoridades dos EUA deram ao TikTok duas semanas a mais para concluir a negociação com uma empresa americana. O documento protocolado pela ByteDance (desenvolvedora do app) perante um tribunal federal diz que as autoridades estenderam o prazo estabelecido, originalmente em 12 de novembro, para 27 de novembro.

A questão do TikTok nos EUA se arrasta há pelo menos 4 meses. O primeiro prazo para a venda de parte do aplicativo a empresas locais venceu em agosto. Naquele mês, a ByteDance havia divulgado a intenção de negociar com a Oracle, mas nada se concretizou. Trump chegou a acenar positivamente para a proposta, mas o negócio está na espera do aval do governo americano. 

No último dia 11, a ByteDance chegou a dizer para a Justiça que constantemente está enfrentando novas solicitações para a venda e que não vê possibilidade de que as soluções propostas sejam aceitas pelos EUA. 

No dia primeiro deste mês, o Departamento de Comércio afirmou que irá cumprir a decisão da juíza Wendy Beetlestone de barrar a proibição, mas que iria defender vigorosamente suas ações.