Brasil vai cair de posição no ranking das dez maiores economias mundiais

País corre o risco de cair para a 12° posição no ranking, segundo dados do FMI, reunidos pela FGV

Foto: FGV com dados do FMI

O Brasil deve deixar o seleto grupo que integra as dez maiores economias do mundo, segundo dados do Fundo Monetário Nacional (FMI), reunidos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A pesquisa aponta a diminuição do Produto Interno Bruto (PIB) e a desvalorização da moeda nacional como razões para o declínio econômico.

As previsões do FMI são que, com a crise da pandemia de Covid-19 e seus impactos na economia mundial, o PIB brasileiro deve cair de US$ 1,8 trilhão, apurado no ano passado, para US$ 1,4 trilhão. Assim, o país deve perder três posições no ranking, de nona posição para a 12ª, sendo ultrapassado por Canadá, Coreia do Sul e Rússia.

Em 2011, o país estava na 7ª colocação, posto que manteve até 2014, quando estourou a recessão. Entre 2015 e 2016 o Brasil caiu para o 8º lugar, e no ano seguinte regrediu para a penúltima posição das dez maiores economias. A lista para 2020 continua liderada pelos Estados Unidos (US$ 20,8 trilhões), China (US$ 15,2 trilhões) e Japão (US$ 4,9 trilhões).

Outra preocupação é a desvalorização do real perante à moeda americana, o que, na conversão do ranking para dólares, faz com que a retração prevista pelo FMI passe para 28,3%. A queda na posição se deve, ainda, pela variação cambial. A desvalorização reflete muito sobre a percepção de risco em relação ao país.

Diferentemente da queda em valores nominais, na métrica do PIB por Paridade por Poder de Compra (PPC), o Brasil deve subir duas posições na lista dos dez primeiros, saindo da décima posição para a oitava, ultrapassando o Reino Unido e a França. O país ocupou a sétima posição do começo da década até 2016, até chegar ao décimo lugar em 2019.