Empresa paulista cria plástico capaz de inativar o novo coronavírus

O material possui micropartículas de prata e sílica incorporadas à sua estrutura

Foto: Divulgação

Pesquisadores da empresa paulista Nanox, desenvolveram um plástico com micropartículas de prata e sílica na superfície, que demonstrou ser capaz de inativar o novo coronavírus. Em testes de laboratório, o material à base de polietileno foi capaz de eliminar 99,9% da quantidade do vírus após dois minutos de contato.

O plástico pode ser usado para proteção de superfícies, como maçanetas, corrimãos, botões de elevadores e telas sensíveis ao toque, sendo capaz de reduzir a disseminação do vírus. Esse é o segundo material plástico com ação antiviral da Nanox, a empresa já havia desenvolvido uma máscara reutilizável, feita com um plástico flexível.

A empresa afirmou que a norma técnica de medição da atividade antiviral em plásticos e outras superfícies não porosa, a ISO 21702, estabelece que o material tem que demonstrar essa ação em até quatro horas. O filme plástico com o aditivo mostrou ser capaz de atingir essa meta em um prazo muito menor e a ação virucida aumentou com o tempo.

A fabricante do filme plástico com o aditivo recomenda, contudo, o uso por até três meses para evitar o desgaste do material por contato excessivo. O desenvolvimento do material teve a colaboração de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), da Universitat Jaume I, da Espanha, e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF).