Twitter testa novos formatos de corte de imagens após acusações de racismo

Rede social diz que usará menos seu algoritmo de recorte automático e dará mais controle para usuários

Foto: Reprodução

Após quase duas semanas depois que usuários acusaram a plataforma de racismo, já que o mecanismo parecia favorecer rostos de pessoas brancas em imagens que também tinham pessoas negras, o Twitter anunciou nesta última quinta-feira (1º) que está mudando a forma como o algoritmo de corte automático de imagens vai operar na plataforma.

Segundo o Twitter, os usuários terão mais liberdade para alterar a prévia de imagens antes de publicá-las, reduzindo a dependência da plataforma de um algoritmo de machine learning (aprendizado de máquina) que faz todo o trabalho. Com a mudança, o recorte exibido na hora de escrever um tweet será igual ao que ficará na linha do tempo.

Apesar da novidade, o Twitter disse que podem haver exceções, como fotos que não são do tamanho padrão ou são realmente longas ou largas, como era o caso dos testes realizados pelos usuários. Mesmo usando variáveis distintas como deixar um rosto negro em proporção maior ao branco, a rede social continuava destacando o rosto branco. 

Introduzido em 2018, o corte automático de imagens do Twitter usa uma rede neural que prevê onde uma pessoa média olharia primeiro ao visualizar uma foto. Então, é feito o corte, evitando que as imagens ocupem muito espaço no feed. Rostos parecem ser o item que o algoritmo mais prioriza, a partir disso, veio a acusação de racismo.

Para corrigi-la, a plataforma afirma estar realizando testes mais rigorosos e trabalhando em maneiras de melhorar o serviço. A ideia é seguir o princípio “o que você vê é o que você obtém”. O Twitter afirmou que as alterações estão por vir, mas não especificou uma data de implementação, nem detalhou como o usuário poderá escolher a prévia.