Cultura e transporte aéreo são setores mais impactados na pandemia, segundo Economia

A lista completa destaca 34 setores e foi criada com o objetivo de direcionar as agências financeiras oficiais de fomento

As atividades culturais estão em primeiro lugar no ranking dos setores mais prejudicados (Foto: Reprodução)

O Ministério da Economia publicou no Diário Oficial da União (DOU) uma relação dos setores mais impactados pela pandemia de Covid-19 no Brasil. As atividades culturais e o transporte aéreo estão no topo da lista dos mais afetados. A lista completa destaca 34 setores e foi criada com o objetivo de direcionar as agências financeiras oficiais de fomento, inclusive setoriais e regionais, das áreas mais prejudicadas.

Em primeiro lugar no ranking, o impacto do isolamento social para a cultura foi imediato. O presidente da Fundação Gregório de Matos (FGM), em Salvador, Fernando Guerreiro, explicou que mesmo com a ajuda da tecnologia, o retorno financeiro ainda vai demorar de vir. Segundo ele, o impacto vem em todos os setores culturais, já que sem plateia as artes não fazem sentido, por mais que o setor esteja se reinventando através da tecnologia.

Dentre os dez primeiros mais afetados, ainda aparecem, nesta ordem: transporte ferroviário e metroferroviário de passageiros; transporte interestadual e intermunicipal de passageiros; transporte público urbano; serviços de alojamento; serviços de alimentação; fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias; fabricação de calçados e de artefatos de couro; e comércio de veículos, peças e motocicletas.

Já nas duas últimas posições estão fabricação de móveis e de produtos de indústrias diversas e comércio de outros produtos em lojas especializadas. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que a economia global está mostrando sinais de recuperação da grave recessão, mas uma recuperação completa é “improvável” sem que haja uma vacina.

A executiva ressaltou que os governos devem permanecer apoiando trabalhadores e comércios, devido às características sem precedentes desta crise, que pode gerar uma onda de falências e desemprego. Ela ainda frisa que a recuperação continua muito frágil e desigual entre diferentes regiões e setores. Portanto, é essencial que o apoio não seja retirado de forma precipitada.