Maior parte das empresas planejam não alterar quadros até dezembro

Pesquisa do ManpowerGroup com 607 executivos revela que apenas 17% têm intenção de demitir no último trimestre do ano

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A Pesquisa de Expectativa de Emprego realizada pelo ManpowerGroup aponta que maior parte das empresas planejam não alterar seu quadro de funcionários até dezembro. Os dados fazem parte de um levantamento que ouviu 607 empregadores brasileiros entre os dias 15 e 28 de julho, de empresas de diversos portes, em cinco regiões do país.

O estudo revelou que 67% dos entrevistados declararam ter a intenção de manter o número de empregados e 11% afirmaram até que possuem a intenção de contratar novos funcionários, enquanto 17% disseram que pretendem reduzir seus quadros no quarto trimestre deste ano. Já 5% dos empregadores ainda não têm uma resposta definida.

O destaque no aumento de contratações é para o setor de Finanças, Seguros e Imobiliário, com projeção de +12%, seguido por Serviços, com +3%, e Transporte e Serviços Públicos, com +2%. Enquanto o Comércio Atacadista e Varejista observa um período mais fraco, com intenção de contratação de -16%. Administração Pública e Educação foi o único a registrar queda em relação ao terceiro trimestre, com -9%.

Pequenas empresas com até 49 empregados, estão mais afetadas com a crise. Nelas, os empregadores têm a perspectiva de diminuir em 16% seus quadros no último trimestre de 2020. Em contrapartida, as médias empresas com até 249 funcionários, alcança a 1%. Enquanto as grandes com mais de 250, a confiança é significativamente maior.

Quanto as regiões, o otimismo se encontra nos empregadores do Paraná, com uma expectativa de 2% de aumento, crescimento de 8 pontos percentuais. Minas Gerais foi o estado que obteve o maior crescimento em relação ao trimestre anterior, de 15 pontos percentuais, deixando nula a perspectiva de contratação ou redução para o último trimestre.

Cenário global

Em cenário global, o estudo ouviu 38 mil empregadores de 43 países. A expectativa de aumento nas contratações até o fim de dezembro foi relatada em 22 países. Já em 16 países e territórios, os empregadores esperam uma redução na força de trabalho, e outros cinco presumem um mercado de trabalho sem modificações.

O andamento mais firme de contratações no último trimestre é esperado em Taiwan (20%), Estados Unidos (14%) e Turquia (10%), enquanto o mais fraco deve acontecer no Panamá (-18%), Costa Rica (-16%) e África do Sul (13%). Nas Américas, o crescimento deve ser nos Estados Unidos e no Canadá. Já o Brasil está em 33º lugar no ranking (-3%), nem entre os mais otimistas e nem entre os mais pessimistas.