Agfintechs estreiam no mercado de crédito rural com promessa de baixa dos juros

A nova aposta do segmento é a DuAgro, fundada pela XP e pela securitizadora Vert.

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O produtor rural ganha um forte aliado com a entrada de agfintechs no mercado. A nova aposta do segmento é a DuAgro, fundada pela XP e pela securitizadora Vert. Por meio dela, o produtor recebe apoio e passa a entender mais a respeito do próprio negócio. Esse modelo de fintech atua na oferta de crédito do produtor, desde análise de risco até a captação de recursos. A agfintech atua no negócio rural por meio das novas tecnologias.

Com a ajuda das agfintechs, o produtor recebe um modelo de seu negócio de forma individual, entendendo assim, maneiras de driblar a inadimplência, por exemplo, além de evitar prejuízos, já que será alertado quando o clima não irá cooperar com a colheita esperada. Esse modelo de negócio vêm superando expectativas diante recursos do Plano Safra que estimam R$ 600 bilhões, entretanto, representam apenas um terço do funding total do campo.

Quais os benefícios das Agfintechs?

– Direciona o investidor para ativos de maior risco;

– Oferece maior popularização dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs);

– Pela Lei do Agro, permite a emissão de CRA em dólar, além da adesão a ferramentas digitais

A DuAgro tem como parceira a Adama, juntas, oferecem ao negócio rural a concessão de R$ 100 milhões em crédito, sem exigir garantia. O financiamento visa a safra 2020/21. Fernanda Mello, CEO da DuAgro relata que a expectativa é beneficiar 500 pequenos e médios produtores a partir de 20 revendas, além de ressaltar que a aprovação dos produtores será automática, já que a seleção é feita junto às revendas.

Como dar entrada no pedido?

O primeiro passo é ter em mente os insumos que serão comprados, assim, o produtor parte para a negociação do preço e criação do pedido. Em seguida, serão solicitados dados pessoais, o produtor deve enviar seus documentos e assinar eletronicamente uma CPR (Cédula de Produto Rural). Fernanda afirma que em minutos o pedido está feito e o produtor só tem que se preocupar com a liquidação da CPR no fim da safra. A empresa não pede penhor da safra ou outras garantias.

Segundo o diretor financeiro da Adama, Luiz Ruzza, a parceria com a DuAgro deve ajudar a tirar o peso dos financiamentos da safra de seu balanço – que hoje sustentam, com R$ 2 bilhões por ano, 70% das suas vendas. No Brasil, a indústria é responsável por cerca de 30% das vendas de defensivos.

Juntas, a DuAgro e a Adama pretendem pulverizar o risco baseado em ofertas de crédito. Raphael Covre, CEO da Casa do Adubo acompanha as maiores agfintechs do mercado, sendo elas 28 lojas de insumo em 11 estados brasileiros. Para ele, quanto mais melhorar o monitoramento da safra, maiores são as chances de reduzir potenciais desvios.

Crove explica que quando começa a dessecação na lavoura, eles dão um alerta e aí cabe as equipes comerciais ligarem para o produtor, visitar a fazenda e acompanhar a entrega do grão no armazém. Segundo mostra o monitoramento da safra 2019/20, a perda foi inferior a 0,5% baseados nos 47 clientes da startup que 12 arrestos, a alcande de monitoramento chegou a 1,7 milhão de hectares.

Quem pega carona lado a lado das agfintechs são os bancos privados. Exemplo disso é o Santander, que esse ano adquiriu 80% da startup Gira. Segundo ele, as análises são feitas por palmo de terra e não olhando balanços ou o portfólio dos agricultores.