Oracle ultrapassa a Microsoft e leva vantagem na disputa pelo TikTok

A ByteDance, preferiu entrar em acordo e construir uma parceria com a Oracle

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A disputa por assumir o TikTok tinha como maior interessada a Microsoft, mas no último fim de semana, a empresa perdeu sua vez com a recusa em vender o aplicativo para à marca. Fontes próximas relataram que em vez de vender suas operações nos EUA, a dona da rede social, a ByteDance, preferiu entrar em acordo e construir uma parceria com a Oracle.

Alterações nas regras de exportação do TikTok

A passagem do aplicativo às empresas americanas não foi bem visto pela imprensa de Pequim. O forte motivo para essa decisão está diretamente ligado a questões geopolíticas avaliadas pela companhia chinesa. A fim de dificultar a transferência do aplicativo, foram feitas algumas mudanças nas regras de exportação da rede social em busca de impedir que o TikTok fosse para mãos estrangeiras.

O que foi sugerido diante do novo acordo é que a a Oracle seja parceria de tecnologia da dona do TikTok e seja responsável por todos os dados dos usuários do app nos EUA, decisão que gira em torno de preocupação com o futuro do aplicativo sob responsabilidade de Donald Trump. De acordo com a agência de notícia, a multinacional da Califórnia pretende, ainda, adquirir uma parcela das operações da rede social.

Nova proposta em análise pela Casa Branca

O presidente dos EUA já havia antecipado que seu desejo era que uma empresa americana fosse responsável pelo aplicativo. Discordando da proposta de Trump, a nova proposta será avaliada para a aprovação da Casa Branca. Larry Ellison, fundador da Oracle e possível parceiro da ByteDance é próximo de Trump, para ele, a decisão de uma empresa americana ter total responsabilidade pelo TikTok seria bem mais vantajoso.

Steve Mnuchin, secretário do Tesouro dos EUA confirmou em sua entrevista à emissora CNBC que haverá a parceria e que, junto ao time da Oracle, irá alinhar alguns pontos nos próximos dias. Para ele, a proposta pela revisão do Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS), que dará o documento ao presidente Donald Trump, recomendando ou não sua aprovação.

Ele também ressaltou sua confiança tanto na Microsoft quanto na Oracle. Os executivos escolheram a segunda, então o que resta é revisar a proposta em conjunto com a equipe técnica.

Em comunicado, a Microsoft afirmou que estava confiante que sua proposta teria sido boa para os usuários americanos do app de vídeos, enquanto protegeria os interesses de segurança nacional. A empresa já estava preparada para mudanças significativas e garantir que o serviço atendesse aos mais altos padrões de segurança, privacidade e combate à desinformação, e deixaram esses princípios claros em sua proposta.