O que os gestores mais antenados sabem sobre o nosso futuro

Saiba o que foi levado em consideração pelos headhunters na premiação Executivo de Valor

Capacidade de estar à frente do que o mercado pede, habilidade de construir times de alta performance, cuidado com a reputação organizacional, olhar atento à gestão de inovação e incentivo à transformação digital. Esses foram as características buscadas nos presidentes das empresas para merecer o título de Executivo de Valor.

De acordo com o Valor Econômico, “na opinião dos headhunters, que formaram o júri da premiação deste ano, os CEOs que conseguiram colocar em prática investimentos em tecnologia, gestão e inovação em 2019 chegaram mais preparados para enfrentar os desafios trazidos pela pandemia”. 

Segundo Rodrigo Forte, sócio da Exec e líder da Aesc no Brasil, as organizações mais avançadas na transformação digital conseguiram, no mínimo, sobreviver bem ou ter sucesso até agora. Outros presidentes e organizações não têm trabalhado bem nesse momento e enfrentam muitas dificuldades e derrotas. 

Foram 23 CEOs premiados, escolhidos por 16 consultorias da Association of Executive Search and Leadership Consultants (Aesc). Como guia da escolha, o Valor definiu alguns critérios. Entre eles,  o desempenho da empresa no ano anterior, a capacidade de o CEO achar oportunidades de crescimento e inovação, a imagem da companhia, a reputação do profissional no mercado e sua habilidade de adaptação.

Segundo o Valor, cada membro do júri indicou três executivos que se destacaram em cada um dos 19 setores da economia e três nomes em outras categorias premiadas: executivos que transformaram startups em empreendimentos operacionais bem-sucedidos, presidente de conselho de administração, liderança jovem, ativismo social e transformação digital.

Ainda segundo o Valor, ao primeiro indicado em cada setor ou categoria é atribuída a pontuação mais alta de 3 pontos. O segundo nome recebe 2 pontos e o terceiro recebe 1. A classificação se dá pela soma total de pontos obtida pelo indicado. O vencedor foi lembrado por, no mínimo, sete jurados.

Antecipar tendências e a capacidade de olhar à frente foi fundamental, segundo Ricardo Casiuch, diretor da Kincannon & Reed. De acordo com ele, estar à frente do que o mercado pede, antever o futuro, criando novas soluções, foi o que mais pesou em sua escolha. Para o sócio sênior da Havik, Fábio Fonseca, o executivo premiado antecipou tendências e está empreendendo mudanças. Um processo que não vem com um curso de coach, mas com a mobilização da liderança e novas metodologias. 

De acordo com reportagem do Valor, “os headhunters também levaram em consideração a preocupação com a diversidade. Para Ricardo du Pain, managing-partner da People Assets Transearch, esse foi um dos seis critérios de análise. Os outros cinco foram ´líder inspirador´, ´reinvenção do modelo de negócios´, ´implementação do turnaround´, ´imagem percebida no mercado do executivo´ e ´resultados financeiros´”.