Neon alcança a marca de R$ 1,6 bilhão e conquista novos investidores

Em julho, a fintech cresceu 300% e registrou 9,5 milhões de contas

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Sob a mesma direção e alcançando patamares mais altos quanto ao quesito finanças e resultados positivos, a Neon Pagamentos, vem pelo segundo ano consecutivo, se tornando mais poderosa. A fintech levantou R$ 1,6 bilhão em nova rodada de de captação, abocanhando o título mais alto de sua história. A ideia por trás da conquista é gerar maior receita e, em até três anos, conquistar maior rentabilidade e lucratividade.

Gerida pela gestora de private equity General Atlantic (GA), a fintech ganhou novos parceiros para comemorar o sucesso obtido, aliadas como BlackRock, Vulcan Capital, Paypal Ventures e Endeavor Catalyst integram o grupo de renomados parceiros. Assim como no ano anterior, permaneceram com a Neon investidores como Monashees e Flourish Ventures, Propel Venture Partners, do BBVA.

Jean Sigrist, sócio e presidente da Neon relata que chegaram a um ponto de reflexão. Até a rodada anterior, tinham que provar a capacidade de atrair e engajar clientes. Agora, a questão é combinar a estratégia de crescimento com o caminho para a lucratividade.

Crescimento de 300% em julho

O crescimento é totalmente positivo e já apresenta excelentes resultados, desde sua criação, em 2016, a fintech vem dando longos passos de evolução. Em doze meses, a Neon apresentou crescimento de 300%, em julho, o banco digital registrou 9,5 milhões de contas. Com o sucesso, os planos envolvem atrair mais clientes para a plataforma online e reforçar o uso de serviços da fintech.

O diretor de produtos Daniel Mazini atribui parte do crescimento ao momento que passa o país, para ele, com a pandemia, os uso de serviços digitais impulsionou o cliente na decisão de usar mais serviços de banco digital. Mazini afirma que os volumes de depósitos e de transações de crédito e débito dobraram de março para agosto. A crise levou as pessoas a usarem mais o digital e a buscar opções mais baratas.

MEI Fácil

Com o número de clientes crescendo, o banco digital abriu espaço para novos serviços, um deles foi o MEI Fácil, que passou a fazer parte da Neon no ano passado. O serviço simplifica o processo de abertura de empresas por pequenos empreendedores. A nova aquisição da fintech foi a compra da corretora Magliano, agora o que está em processo é a aprovação do Banco Central ao negócio para ampliar a oferta de produtos investimentos.

Os planos não param nas novas conquistas, a ideia é ampliar o rol de novidades, para isso, entra nos investimentos a curto prazo o lançamento de um fundo de direitos creditórios (FIDC) para ampliar a capacidade de originação. Segundo afirma o chefe de desenvolvimento de negócios da Neon, Rafael Matos, o dinheiro da rodada vai para inovação, produtos e reforço do time.

Vagas abertas

A fintech está oferecendo novas vagas e, com parte do valor conquistado, apostará em novos talentos para compor o grupo. Ela vem apostando em compor a equipe com profissionais que já atuam há bastante tempo na área, nomes como Sigrist (ex-Itaú) e de Mazini (ex-Amazon). Carol Oksman, chefe da área de aquisição diz que mais do que saber o que a pessoa já fez, eles buscam saber o que querem construir. A aposta é testar as pessoas em novas áreas.

Segundo explica Luiz ribeiro, executivo da gestora de private equity, eles buscam negócios que se beneficiem a transformação digital. Para ele, a fintech tem como concorrentes os grandes bancos, com o bônus de já ter nascido digital. A vantagem de custos em relação aos bancos tradicionais é relevante.

Aproximação da fintech a um IPO

A GA deposita sua expectativa no bom desempenho a partir do investimento e acredita que possa dar um novo gás até o “breakeven” e, com isso, aproximar o banco digital de um IPO ou uma operação estratégica. A Neon teve um prejuízo de R$ 105,3 milhões em 2019, ultrapassando em duas vezes mais a perda registrada em 2018. A queda na receita líquida operacional foi de R$ 4,9 milhões para quase R$ 24 milhões.