Inteligência emocional é tarefa essencial na crise

Em entrevista ao Valor, o escritor Daniel Goleman falou sobre o dever das empresas e gestores de reconhecer o estresse dos funcionários

PhD em psicologia pela Universidade de Harvard, Daniel Goleman é um escritor americano que foi 12 anos colunista científico no jornal “The New York Times”. Autor de “Inteligência Emocional”, ele defende que o QI representa 20% das aptidões necessárias para uma pessoa ser bem-sucedida. A maior parte vêm de fatores relacionados à Inteligência Emocional. 

Em entrevista ao Valor Econômico, Goleman volta a discutir inteligência emocional. Em um momento de crise como o que se está vivendo, a saúde mental fica sob os holofotes dos profissionais e das empresas. Para o escritor, existe um certo estado mental que as pessoas precisam atingir para ter um alto desempenho. Em um momento de grande estresse como o de agora, se os patrões ignorarem isso, vão acabar comprometendo seus negócios. 

Segundo Goleman, é bom que executivos pensem no estado emocional de seus funcionários, porque se as pessoas estão entediadas, não engajados ou estressadas demais, elas não podem responder bem e tomar boas decisões.

O escritor dá uma dica aos patrões. Eles precisam precisam ajudar  os funcionários de alguma forma a controlar sua ansiedade ou pelo menos deixá-los saber que sua ansiedade é reconhecida. Assim, vão ajudá-los a controlar suas emoções melhor para que possam ter um melhor desempenho.

Segundo o autor, a melhor maneira de motivar as pessoas é inspirá-las. Ou seja, identificar o significado e o propósito no que elas estão fazendo. Uma forma de fazer isso é mostrar que se está ajudando a sociedade a funcionar, identificar um significado mais profundo que vai além de ganhar dinheiro. 

Cinco pontos para desenvolver inteligência emocional 

Para Goleman, existem cinco pontos para se desenvolver inteligência emocional. A primeira é a autoconsciência.Outro aspecto é alcançar seus objetivos apesar dos contratempos. Pensar positivo também é essencial. 

A quarta parte é a empatia, sintonizar-se com outras pessoas, com os colegas de trabalho, sua família e seus amigos, entender o que se passa na mente deles. Depois, vem os relacionamentos, habilidades em gerenciar conflitos, influenciar ou inspirar pessoas.