Títulos da América Latina podem ser atraentes para investidores estrangeiros

O real deve se valorizar para cerca de R$ 5,00 durante a fraca demanda doméstica e investimentos

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Mesmo diante de um cenário de crise, a América Latina se destaca diante dos olhos do UBS Global Wealth Management, o banco acredita na potência dos títulos locais chegando a chamá-los de ‘oásis’ de rendimentos excepcionais.

O diretor de investimentos em mercados emergentes para as Américas do banco, Alejo Czerwonko, declarou que a maioria dos governos e empresas têm os amortecedores necessários para manter o pagamento da dívida, apesar da deterioração das métricas de crédito. Ele ressalta que uma crise da dívida regional não está à vista.

Índice Bloomberg Barclay

Segundo Czerwonko, a América Latina continua a oferecer oportunidades de investimentos atraentes, principalmente em renda fixa, onde muitos dos títulos da região têm rendimentos que se destacam no ambiente global de baixo rendimento de hoje.

O índice Bloomberg Barclay aponta que os títulos em dólares de países e empresas latino-americanas subiram por cinco meses após as perdas de março, que marcaram o pior mês já registrado desde a crise financeira de 2008.

Mesmo diante disso, houve um aumento de somente 0,44% quanto ao indicador neste ano, seguindo percentual semelhante, o índice de títulos EMEA subiu 3,6% e 5,4% de um indicador de notas asiáticas de mercados emergentes. Quanto ao número de mortos na América, de acordo com o UBS, a região teve 50% das mortes diárias globais registradas.

Brasil e Chile apresentam rápida recuperação

Czerwonko relatou que o Brasil e o Chile estão apresentando uma recuperação mais rápida que o México, que ofereceu pouco apoio fiscal ao setor privado em meio à pandemia e ainda tem taxas de juros elevadas.

O que não teve resultado positivo foram as taxas de câmbio latino-americanas, mas, em contrapartida, um ponto favorável está relacionado à recuperação nos preços das commodities. O UBS revela que enquanto o peso mexicano pode se manter estável em meio à fraca demanda doméstica e investimentos, o real deve se valorizar para cerca de R$ 5,00 durante o período.