TCU aprova exploração de ramal ferroviário pela Vale

A autorização já faz parte da Ata indicação favorável à construção do ramal ferroviário Porto Franco-Balsas

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O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, de acordo com a solicitação do vice-governador do Maranhão, Carlos Brandão e com apoio da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), Edilson Baldez das Neves, a liberação de exploração de Ferro Carajás pela Vale, que perdura até 2057. A autorização já faz parte da ata, com indicação favorável à construção do ramal ferroviário Porto Franco-Balsas.

A implantação deste porto é de caráter compensatório para o estado. Devido o título, a autorização foi comemorada e bem recebida diante do prazo duradouro de pedidos junto à mineradora e ao Governo do Estado. O ramal ferroviário se tornará fator de contribuição ao Maranhão.

Novo celeiro agrícola do país

Segundo Baldez, esse projeto é vital para o escoamento da produção agrícola do Maranhão e da região do MATOPIBA, o novo celeiro agrícola do país. Com a conclusão desse trecho ferroviário, que ligará os produtores de grãos ao Porto do Itaqui, facilitando a logística das cargas à Ferrovia Norte Sul, rota fundamental para o agronegócio brasileiro. Acreditamos que esse trecho fomentará a redução de custos, a competitividade e a atração de novos investimentos à região.

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio), José Arteiro da Silva, a inclusão do ramal ferroviário entre Estreito e Balsas, como investimento obrigatório no processo de renovação da Estrada de Ferro Carajás, viabiliza a formação de novas cadeias produtivas industriais na área de influência do Porto do Itaqui, atraindo investimentos e reforçando a vocação econômica do agronegócio.

Potencial para impulsionar desenvolvimento

Seguindo a mesma linha de raciocínio, Cristiano Barroso Fernandes, o presidente da Associação Comercial do Maranhão (ACM), relata que o pleito atende e integra uma ampla região produtora do agronegócio estadual ampliando a infraestrutura de acesso e o escoamento das riquezas do campo. Esse ramal tem potencial para impulsionar desenvolvimento, propiciando a atração de novos investimentos públicos e da iniciativa privada e pode irradiar o agronegócio.

O diretor superintendente do Sebrae, Albertino Leal diz que essa é uma demanda antiga de toda a classe empresarial maranhense e abre excelentes perspectivas de desenvolvimento regional em todos os setores da economia e fases do projeto, especialmente para os pequenos negócios.

Mesmo antes da liberação autorizada pelo TCU, a Fiema já vinha empenhada na proposta, a instituição já havia solicitado à Vale implementação especial do ramal ferroviário que percorre aproximadamente 200 km de extensão desde 2018.

Trajeto percorrido

O trajeto percorrido de toda a produção originária do sul do Maranhão e do Piauí segue de Porto Franco, passando pela Estrada de Ferro Carajás e chegando ao Porto de Itaqui, em São Luís. Os estudos socioeconômicos indicaram a viabilidade da EF-232, e a avaliação financeira apontou uma taxa interna de retorno favorável.