História da expansão da OLX ensina como crescer no ambiente digital

A empresa se firmou como o maior site de usados do país.

CEO da OLX, Andries Oudshoorn

A história começou em 2011 quando o holandês Andries Oudshoorn desembarcou em território brasileiro para lançar o Bomnegócio.com, site de compra e venda de usados. No mesmo ano, no entanto, a concorrente OLX lançava a campanha “Desapega”, veiculada em horário nobre. 

Quatro anos depois, houve a fusão das duas operações. Sob a marca OLX e com Oudshoorn como CEO, a empresa se firmou como o maior site de usados do país. Segundo reportagem do Neofeed, a cada mês, “cerca de 60 milhões de usuários acessam o site, que movimentou R$ 140 bilhões em 2019”. Em média, a cada minuto, 50 pessoas vendem por meio da plataforma.

A utilização é gratuita para consumidores. De acordo com o Neofeed, “a receita vem de ferramentas, como anúncios em destaque, ofertadas aos vendedores profissionais, entre eles, concessionários de automóveis e imobiliárias”. 

Em entrevista para o Conexão CEO, Andries Oudshoorn afirmou que hoje, a OLX é um negócio saudável, com crescimento e lucro e está usando parte disso para investir em novos serviços. 

OLX Pay

Em julho, a empresa lançou a OLX Pay, carteira digital voltada às transações realizadas dentro da plataforma. Agora, os compradores, além de parcelarem suas compras em até 12 vezes, têm a possibilidade de escolherem a entrega pela plataforma, por meio de uma parceria estabelecida com os Correios. Os vendedores recebem os pagamentos à vista. 

O Compra Segura também é outro recurso da OLX Pay. Essa nova ferramenta assegura o pagamento aos vendedores e ao mesmo tempo, garante a devolução do valor pago aos compradores, caso haja algum problema no produto adquirido. 

Segundo Oudshoorn, o modelo tradicional da OLX dá muita segurança e confiança, mas também é um pouco limitado. Esse novo formato vai abrir a empresa para mais usuários que vão poder negociar com pessoas no País inteiro. 

Aquisições

A OLX Brasil conta com recursos de suas controladoras para apoiar as aquisições que reforçam segmentos relevantes da sua operação. Esse é o caso das ofertas de imóveis. Ainda segundo reportagem do Neofeed, em 2019, a companhia comprou a Anapro, plataforma com foco em lançamentos imobiliários. Em março deste ano, a OLX desembolsou R$ 2,9 bilhões para adquirir o Grupo ZAP

O acordo para a incorporação do grupo ZAP ainda aguarda aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas a OLX já traça planos para a integração da operação, que deve adicionar 800 profissionais ao quadro da empresa.  

Experiência 100% online

A aquisição está dentro do foco da empresa de criar uma experiência 100% online em mercados ainda menos adeptos da tecnologia, como, por exemplo, as concessionárias e as imobiliárias. Esse cenário contará com o impulso da digitalização pela Covid-19. A pandemia está acelerando a adoção do comércio eletrônico no País.