Amazon quer identificar produtos falsificados vendidos no Brasil

O programa já atua em 17 países, no total

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A Amazon anunciou nesta semana a chegada ao Brasil do programa “Project Zero”. Por meio dele, é possível identificar e barrar a produção e, posteriormente o envio, de produtos falsificados. Esse tipo de mercadoria além de lesar o cliente, desmerece a empresa e a faz perder sua credibilidade.

O programa já atua em 17 países, no total. Recentemente foi ampliado para a Austrália, Holanda, Arábia Saudita, Cingapura, Turquia e nos Emirados Árabes Unidos. Dharmesh Metha, vice-presidente de Confiança ao Cliente e Suporte ao Parceiro da Amazon, relatou que a Amazon está comprometida em proteger seus clientes e as marcas com as quais colaboram em todo o mundo.

Por meio da Amazon, diversos vendedores externos anunciam seus produtos a fim de vendê-los, o que retira a total autonomia da empresa na avaliação destes produtos, com isso, reclamações foram chegando com maior intensidade e, no ano passado, em setembro, a Amazon descobriu que muitos desses vendedores se aproveitavam da plataforma que é uma instituição singular para anunciar produtos perigosos.

Dentre esses produtos perigosos, de capacetes de moto a brinquedos infantis, foram cerca de mais 1.400 produtos desse tipo, dados obtidos pelo Wall Street Journal após uma pesquisa dos produtos da Amazon. O canal declarou que os produtos foram declarados como perigosos pelas agências federais, rotulados de forma enganosa ou proibidos pelos órgãos reguladores federais.

Foram descobertos produtos variados classificados como falsos:

80 colchões infantis com descrições quase idênticas aquelas restringidas pela Amazon após a FDA (órgão norte-americano equivalente à Anvisa) alertar que poderiam causar asfixia;

44 listagens de capacetes para motos que não passaram nos testes de segurança federais em 2018;

Mais de 100 listagens de produtos que afirmam falsamente ser “aprovados pela FDA;

Mais de 200 brinquedos sem etiquetas de aviso apropriadas;

157 listagens de produtos que haviam sido indicados como “banidos da plataforma”

Em nota, a Amazon se pronunciou logo após o Wall Street Journal anunciar os produtos falsificados esclarecendo que removeu ou reformulou 57% destas listagens. Segundo eles, investiram recursos significativos para proteger os clientes e criaram programas robustos projetados para garantir que os produtos oferecidos para a venda em sua loja sejam seguros e compatíveis com os regulamentos.