O mercado da música e a pandemia

O vice-presidente sênior da Sony Music Brasil, Wilson Lannes, afirma que a Indústria da música teve que olhar para o digital

O vice-presidente sênior e COO da Sony Music Brasil, Wilson Lannes

A crise do coronavírus afetou diversos setores, e a indústria musical não ficou de fora. Devido ao isolamento social, eventos presenciais não podem ser promovidos. Em virtude disso, a saída foi olhar para o digital. Há meses, os artistas vêm apresentam para os fãs através de transmissões ao vivo e gratuitas pelas redes sociais. 

Em entrevista ao Neg News, o vice-presidente sênior e COO da Sony Music Brasil, Wilson Lannes, falou sobre como a pandemia do novo coronavírus acelerou um processo de digitalização da música que já estava acontecendo. 

Houve um crescimento do fenômeno das lives, que já existia antes da pandemia, mas cresceu durante a quarentena e serviu como uma alternativa aos shows ao vivo. Os artistas encontraram nas lives, uma forma de manter o contato com o público. Entretanto, segundo Wilson Lannes, a médio prazo, assim que os eventos ao vivo retornarem, é possível que elas não continuem fortes dessa forma. 

De acordo com Wilson Lannes, apesar da crise, o mercado da música cresceu mais de 30% nos últimos seis meses, mas houve mudanças na forma que a música é consumida na medida em que as pessoas começaram a ficar em casa. Elas começaram a consumir através de console de games e smart TV.   

Segundo Lannes, houve um consumo maior de artistas mais consagrados, com repertório grande, e um aumento no consumo de músicas instrumentais e com sons de natureza – que levam ao relaxamento e a concentração no período de home office. Com as crianças em casa, aconteceu um crescimento no consumo de música infantil.