Como o home office afeta a cultura corporativa

A empresa começou a se preocupar em como manter sua cultura corporativa em meio ao trabalho remoto

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O Ebanx, unicórnio brasileiro de meios de pagamentos, adotou o home office em março deste ano devido à pandemia de Covid-19, assim como muitas empresas do país. O modelo de organização pareceu ser uma boa opção, mas surgiu uma questão: como manter a cultura corporativa no trabalho remoto?

João del Valle, cofundador e COO da empresa, afirmou que o Ebanx não imagina um futuro sem escritórios, e que será adotado algum modelo híbrido que ainda não foi definido qual. O executivo explica que às vezes é necessário sentar para conversar sem hora para acabar, e a reunião no Zoom não substitui isso.

Ainda assim, a maioria aprova a experiência com o home office, de acordo com uma pesquisa entre os funcionários realizada pela Ebanx para saber o grau de satisfação da equipe. A razão é que as reuniões têm sido mais objetivas e eficazes, além de que é mais fácil reunir todos os funcionários em um único encontro.

João del Valle disse em entrevista ao NegNews que, como se trata de uma empresa de meios de pagamentos, o mundo é visto de uma forma diferente ao assistir os segmentos de negócios acontecendo. Para ele, foi muito apreensivo ver os setores serem impactados diretamente com a crise, como por exemplo o de viagens.

Com a aceleração da transformação digital, houve a necessidade de adotar práticas mais produtivas para a nova realidade do home office. Apesar da preocupação com a cultura corporativa, o executivo afirma que as coisas fluem mais rápido desta forma, principalmente em casos que seria necessário fazer viagens.

Em torno de 8,8 milhões de pessoas vêm trabalhando remotamente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme levantamento da consultoria KPMG, 34,9% dos executivos de grandes empresas esperam retomar o trabalho presencial nos escritórios entre setembro e dezembro deste ano. Já 21,05% estimam a volta aos padrões convencionais para agosto.

O COO do Ebanx explicou que manter a interação e aproximação com os funcionários, ainda que virtualmente, foi importante para manter as relações interpessoais do grupo durante o isolamento social. João del Valle acredita que nos próximos seis meses as atividades voltam ao normal na companhia.