Assassin´s Creed e o protagonismo feminino

Reportagem do Bloomberg revelou práticas machistas da Ubisoft, desenvolvedora do game Assassin´s Creed

Em Assassin's Creed Odyssey, Kassandra seria a única protagonista, mas isso foi barrado. Agora, o jogador pode escolher entre jogar com ela ou com Alexios.

A desenvolvedora de games Ubisoft vem sofrendo uma polêmica onda de denúncias de machismo. Uma matéria da Bloomberg – baseada no relato de mais de 40 atuais e ex-funcionários da empresa – revelou que dentro da desenvolvedora há condutas misóginas que se refletem nos jogos, principalmente em Assassin´s Creed. 

A matéria expõe que todas as tentativas de colocar uma mulher como destaque na série foram barradas. O maior exemplo ocorreu em Assassin´s Creed Odyssey, que teria Kassandra como única protagonista, mas o time criativo teve que criar Alexios, pois, segundo o então diretor criativo da empresa, Serge Hascoët, “mulheres não vendem”. 

Em Assassin’s Creed Unity e Assassin’s Creed Syndicate, personagens femininas também tiveram sua importância diminuída. No Twitter, uma ex-roteirista da saga, Jill Murray, contou que os executivos reforçavam que os protagonistas tinham que ser apenas homens brancos.  

Na franquia, há protagonistas femininas, mas em jogos menores e sem o mesmo impacto dos títulos principais, como por exemplo, no spin-off Assassin´s Creed Liberation e em Assassin´s Creed Chronicles: China.