Empresas de tecnologia querem aumentar número de líderes negros até 2025

A empresa visa reformular seus serviços a fim de serem mais inclusivos e equitativos

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A CEO da Uber Technologies, Dara Khosrowshahi, anunciou em um post, na sexta-feira (17), a reformulação de seus serviços para que sejam mais inclusivos e equitativos, oferecendo treinamento anti-preconceito para motorista.

Com a grande vertente do movimento anti-racista tomando forças e iniciado após a morte de George Floyd, várias empresas decidiram modificar procedimentos internos. A empresa pretende incluir em seu portfólio maior adesão de negros à frente de seus de cargos importantes.

Facebook, Google e Microsoft na mesma iniciativa

Outra modificação adotada pelo grupo está relacionada à remuneração dos executivos às métricas de diversidade e aumentará o suporte aos negócios de propriedades de negros. Além da Uber Technologies, outras gigantes do mercado como Facebook, Google e Microsoft tiveram a mesma iniciativa. A U.T pretende dobrar a liderança negra até 2025.

A Bloomberg News apurou que, embora nos últimos anos tenha havido crescimento na porcentagem de funcionários negros, a predominância em empresas de tecnologia dos EUA continua sendo brancos e o público masculino.

Com identidade oculta, uma porta-voz da Uber relata que a empresa eliminou um quarto de sua força de trabalho em maio, em resposta à menor demanda de viagens durante a pandemia de Covid-19. Isso atrasou o relatório de diversidade de 2020 da empresa para o final deste ano.

Apenas 3,3% de negros ocupam cargo de liderança

Um relatório de diversidade da empresa de 2019 constatou um aumento de 9,3% de funcionários negros da força de trabalho total dos EUA. Mas mesmo com o aumento aparente, cargos de liderança ainda são pouco ocupados por negros, tendo 3,3% de lideres.

As mudanças já geram expectativas em muita gente, com isso, Dara, um imigrante nascido no Irã que lidera a empresa desde 2017, ressaltou estar otimista com as mudanças que a companhia está fazendo para garantir que as pessoas que trabalham nela e com ela sejam tratadas igualmente.

Mas entende que isso requer um trabalho contínuo. Para ele, é importante seguir adiante, mesmo depois se parecer que a indignação esfriou e os negócios voltaram ao normal.