Oil Group estuda viabilidade econômica para construir refinaria no Maranhão

A construção será favorável para aquecer a indústria de petróleo local

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Com investimentos de US$ 2 bilhões no total, a americana Oil Group, empresa verticalmente integrada que opera na indústria de petróleo e gás, anunciou que pretende construir seis refinarias no Brasil, incluindo o Maranhão que está entre o estudo de viabilidade econômica da empresa.

O diretor da Oil Group, Fabiano Diaagoné, explicou que atualmente o Brasil consome diesel em alta escala, e a Petrobras não consegue suprir o país só com sua produção, para a empresa abastecer 100% do mercado nacional sem importações seria necessário uma retração de 40% na demanda.

A companhia tem a pretensão de construir quatro unidades de pequeno porte, com capacidade para 20 mil barris a 30 mil barris diários, próximas a portos, e duas menores, de 3 mil a 5 mil barris diários, vizinhas à produção terrestre de petróleo.

O projeto está avançando no Rio de Janeiro, no Porto do Açu. Com capacidade inicial de produção de 20 mil barris diários de derivados claros, o investimento previsto para a unidade, que deve começar a funcionar em 2024, é de US$ 300 milhões. No pico das obras, a expectativa é gerar cerca de 2 mil empregos.

O secretário de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), Simplício Araújo, afirma que a construção será favorável para aquecer a indústria de petróleo local e nacional, para aumentar a competitividade e o abastecimento, diminuir custos logísticos, potencializar a produção, fomentar a economia e, principalmente, será fonte de renda para muitos maranhenses.

Segundo ele, a localização estratégica do Maranhão é a razão principal para a atração de grandes investimentos. Os portos possuem o melhor calado do arco norte liderados pelo Porto de Itaqui e estão estrategicamente próximos ao golfo do México, grandes descobertas da Guiana e entre potenciais bacias petrolíferas da margem equatorial brasileira.